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«O tráfico humano é a terceira actividade criminosa mais lucrativa, a seguir ao narcotráfico e ao tráfico de armas.» Relatório da ONG «Shared Hope International»
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Carlos Malmoro
Pertenço a um género de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho. Opiário - Álvaro de Campos carlos.malmoro@gmail.com
«O tráfico humano é a terceira actividade criminosa mais lucrativa, a seguir ao narcotráfico e ao tráfico de armas.» Relatório da ONG «Shared Hope International»
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Carlos Malmoro
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2004, 18:00 horas: no cruzamento das avenidas Rosedale e Randall estava, posta de pé, uma bomba de aviação com um metro e vinte de altura. As autoridades ainda não conseguiram compreender como se conseguiu colocar, em pleno dia, uma bomba com tal dimensão e com quase uma tonelada de peso, num cruzamento de duas avenidas tão movimentadas como são aquelas.
Sexta-Feira, 11 de Junho de 2004, 17:30: no terminal ferroviário de Long Island, Darius McCollum foi preso quando se apoderava de um comboio. Estava vestido com uniforme oficial da Autoridade Metropolitana dos Transportes de Nova Iorque (MTA) e tinha em seu poder as chaves mestras que dão acesso a todas as composições e caixas de controlo. Darius tinha saído há apenas dois meses da cadeia, após ter já sido detido outras vinte vezes por acções semelhantes – roubo de comboios, autocarros e composições de metropolitano. Este indivíduo sofre do síndroma de Asperger, uma doença neurológica com ligações ao autismo que leva o paciente a ter obsessão por desenvolver determinadas rotinas.
Estas duas histórias, por mais inverosímeis que possam parecer, são verdadeiras. Elas revelam de uma forma sintomática que não é com guerras preventivas que se combate o terrorismo, mas antes com uma política de segurança interna e de informações capazes de travar estas pequenas brincadeiras que, antes de mais, servem de estímulo a quem realmente queira causar danos e derramar sangue inocente. É que esta cidade, que mais que nenhuma outra deveria ter aprendido a lição da segurança, mostrou uma vulnerabilidade igual ou maior do que aquela que padecia em 11 de Setembro de 2001.
P.S: Pela improbabilidade que estas histórias parecem ter, convido-os a conferir no New York Post de 8 de Junho de 2004 e de 12 de Junho de 2004 a veracidade delas. Com uma simples consulta na net conseguem-no, e irão ficar boquiabertos, principalmente quando repararem na fotografia da bomba que está colocada no meio do cruzamento e que, segundo o jornal, não estava desactivada…
Carlos Malmoro
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«Como pode um Presidente eleito pela esquerda (…) arvorar-se agora um guardião activo do programa neoliberal de José Manuel Durão Barroso?» Freitas do Amaral, Visão.
Se bem me lembro, este foi o senhor que na campanha para as últimas legislativas apoiou Durão Barroso pelo seu projecto de dimensão social…
«Odeio o unilateralismo e a arrogância dos E.U.A.» Durão Barroso discursando no Parlamento Europeu antes de ser eleito Presidente da Comissão Europeia.
Se bem me lembro o antigo Primeiro-Ministro de Portugal, José Manuel Durão Barroso, chamaria, sem apelo nem agravo, anti americano primário e radical a este José Manuel Barroso, Presidente Indigitado da Comissão Europeia.
«Não tenho motivação para entrar nessa corrida e penso que é preciso gente mais jovem na liderança do PS. Se quisesse ser secretário-geral do PS, teria avançado há 20 anos.» Manuel Alegre, em entrevista ao Público, cinco dias antes de anunciar a sua candidatura ao lugar de Secretário-Geral do PS.
Se bem me lembro, eu nunca consegui arranjar motivação para nada que não pretendesse fazer em cinco dias…e o pensamento deste político–poeta ou poeta-político, como queiram chamá-lo em relação ao rejuvenescimento do PS é, digamos, volátil, bastante volátil…
«Não sou candidato à Presidência da Comissão Europeia.» Durão Barroso, quatro dias antes de pedir uma audiência ao Presidente da República para apresentar a sua demissão de Primeiro-ministro de Portugal
Bem já me começam a faltar os comentários para tanta reviravolta de opinião em tão pouco espaço de tempo, mas os adjectivos para classificar este discurso político são muitos: falso, hipócrita, insidioso, apócrifo, fingido, leviano, demagógico, …
Carlos Malmoro
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