25 Abril 2005

Completo.

24 Abril 2005

Comentando Comentários

«Ser deputado está a ser muito bom. Muito trabalho? Quem quiser fá-lo, mas quem não quiser fazer nada também passa despercebido, sem problema.» Nuno da Câmara Pereira - TV 7Dias
A bem da Nação, pede-se encarecidamente a este senhor que nada faça e, se não for pedir muito, que nada cante. A Nação agradece. C.M.
«Ninguém entra na Rádio Renascença sem vir ao que chamamos de "confessionário".» Magalhães Crespo, vice-presidente da Rádio Renascença - 24 Horas
E isso é uma ameaça ou um convite malandrinho? C.M
«Não acredito que o BES [Banco Espírito Santo] seja beneficiado só porque um ministro foi seu quadro.» Ricardo Salgado - Jornal de Negócios
Pois, como é que é mesmo aquele ditado espanhol? Eu não acredito em bruxas, pero que las hay... C.M
«As lideranças personalizadas conduzem frequentemente a uma crise de sucessão» Anacoreta Correia - Visão
É uma daquelas verdades que nem monsieur La Palisse diria melhor.
Carlos Malmoro

10 Abril 2005

Algures, num bar de Braga, vê-se isto

Ah, conheço perfeitamente...

«E António Borges?
Uma pessoa que está afastada do país e da política cai de pára-quedas e apresenta-se como um iluminado? Falta-lhe o percurso e as características. António Borges ainda tem muito para aprender.»
Esta resposta é de um conhecidíssimo político, numa entrevista que deu ao Independente, que perante ele, Mário Soares, Cavaco Silva, Álvaro Cunhal ou Freitas do Amaral são pessoas totalmente desconhecidos, daquelas que, depois de ouvirmos pronunciar os seus nomes, perguntamos: «Quem?...».
Este reputadíssimo senhor chama-se Jorge Bleck!
Carlos Malmoro

06 Abril 2005

O Carinho é um Direito dos Trabalhadores!

Estava eu no remanso do meu lar, num Sábado ou Domingo ao fim da tarde, quando vejo esta notícia na televisão: «Jogador X quer sair do seu clube porque não se sente acarinhado.» Confesso que pensei que tinha ouvido/visto mal: estava quase a adormecer e poderia ter confundido a notícia.
Mas não. Lá estava a passar no rodapé (naqueles rodapés que deveríamos esconder dos nossos filhos se ainda temos uma réstia de esperença que eles venham a saber escrever em português) a dita cuja, confirmando que o que ouvira não tinha sido uma mistura de várias notícias.
O mais caricato ainda foi a reacção do clube: emitiu um comunicado a dizer que nutria bastante carinho pelo jogador em questão.
Não vou perder muito tempo a comentar a situação, porque, neste momento, estou a numa fila para preencher papéis para o desemprego depois de ter dito ao meu patrão o seguinte:
- Sr. Y, eu não me sinto acarinhado nesta firma, e penso que dar carinho é um dos deveres do patrão e, consequentemente, quero sair!»
Pensava eu que ele iria emitir um comunicado semelhante ao do clube do jogador, mas o sr. Y disse pura e simplesmente:
"Tem toda a razão, Sr. Carlos: aqui você não está a ser acarinhado e, consequentemente, sugiro-lhe que se mude depressa!"
Carlos Malmoro