Caixa Pandora - Três anos
Já escrevi coisas banais e sérias. Já escrevi sobre o tudo e sobre o nada. Já escrevi em prosa, em poesia e em prosa poética. Já escrevi pelo simples prazer de escrever e pelo dever enquanto cidadão. Já escrevi sobre o acto da escrita. Já escrevi calmo, irritado, sonolento, com vontade e sem vontade nenhuma. Já escrevi sobre a sociedade, a cultura, a política, o desporto, sobre a minha pessoa. Já escrevi sobre a paixão, a amizade, a sexualidade e o amor. Já escrevi sobre amigos, colegas, sobre mulheres, sobre pessoas comuns e sobre bloggers.
Já escrevi sobre a guerra, as negociações para a paz e sobre a paz. Já escrevi sobre Portugal, sobre a Europa e sobre o Mundo. Já escrevi sobre o aborto, sobre a religião, sobre a educação e a saúde, sobre a sinistralidade rodoviária e sobre a justiça. Já escrevi sobre a direita, a esquerda e o centro, sobre a vacuidade e a importância da política. Já escrevi sobre a economia, sobre o défice, e sobre a má distribuição da riqueza.
Já escrevi sobre música, músicos e concertos, sobre livros, escritores e congressos literários. Já escrevi sobre pinturas, sobre pintores e exposições, e já escrevi sobre cinema, actores, realizadores, Óscares e sobre as cinematográficas pipocas. Já escrevi sobre viagens, lugares, museus, arquitectura. Já «escrevi» utilizando apenas obras-primas de pintores, de fotógrafos, e outras imagens que povoam o meu universo. E também já «escrevi» utilizando a imagem em movimento e o som dos meus favoritos.
Hoje, passados que estão três anos sobre o começo, escrevo o primeiro post de comemoração de um aniversário do Caixa Pandora. O terceiro. Espero continuar por outros tantos. A razão pela qual vale a pena continuar é a de saber que está ainda tudo por dizer, tudo por escrever e tudo por viver.















