29 Novembro 2006

Se não acredito na perfeição,

Como posso eu confiar em seres destros que pintam as unhas com a mão esquerda com tanta perfeição como o fizeram com a mão direita?

Carlos Malmoro

24 Novembro 2006

O Meu Fanatismo

Exijo que todas as meias e peúgas de cor não preta sejam eliminadas.

Carlos Malmoro

Uma qualquer coisa

Tenho tido muitas conversas moralizadoras comigo mesmo. Como nunca entendo uma palavra do que a mim mesmo digo, não sei se sou um erudito pregador ou um absoluto crápula.
Carlos Malmoro

15 Novembro 2006

Auto Psico Grafia

A minha escrita situa-se algures entre o terceiro andamento do «Requiem» de Mozart e o «Until it sleeps» dos Metallica.

Carlos Malmoro

10 Novembro 2006

Para algo completamente diferente

(…) E o peso estranho dos testículos! Que mistério! Como era estranho aquele peso mistério, suave e pesado, que cabia numa mão! Eram as raízes, a raiz de tudo quanto é belo, a raiz primitiva da beleza total. (…)
D. H. Lawrence , «O Amante de Lady Chatterley.»

Digamos…eu gosto dos romances de Lawrence: centram-se no conflito entre as convenções e o desejo mais primário, abordam a libertação da mulher das opressões que a sociedade inglesa do final do século XIX, ainda muito dada a «vitorianismos», lhe impunha, debruçam-se sobre o direito de cada ser humano à vida e ao amor e são excelentes frescos de denúncia social. Além disso, apreciei a poesia que já tive oportunidade de ler e fiquei agradavelmente surpreendido com a literatura de viagens expressa em «Sea and Sardinia» e «Mornings in Mexico». Agora gostaria que me explicassem onde é que encaixa o misterioso peso dos testículos nisto tudo.

Carlos Malmoro

09 Novembro 2006

Um blogue devia ser um diário (ii)

Terça, 06:30 da manhã:
O despertador tocou. Da janela do meu quarto, não avisto a nogueira: o lusco-fusco, a névoa e os meus olhos que ainda estão mais perto do sono do que do acordar não o permitem. O primeiro pensamento do dia: as duas maiores tragédias da minha vida são ter de me levantar agora e estar com as duas mãos fora do abrigo dos edredons para escrever este texto.

Carlos Malmoro

07 Novembro 2006

Um blogue devia ser um diário

Domingo, 10 da manhã:

Costumo dizer/avisar que aos domingos de manhã não existo. Mas quando da janela do meu quarto vejo a nogueira iluminada pelo sol outonal, pressinto a fiada de frio que perpassa a atmosfera e bebo o melhor café que já me tocou os lábios, só me resta concluir que o melhor da minha existência é esta minha não existência.
Carlos Malmoro

03 Novembro 2006

Ao Cuidado da 'Vizinhança'

Num programa radiofónico sobre blogues, uma ouvinte, entrando em directo por telefone, afirmava que «não sabia qual era a ‘graça’ de se escrever posts em que se diz «eu agora estou com falta de tempo, mas quando puder escrevo uns posts e comento-vos a todos…» Ou seja, não gostava de blogues de ‘vizinhança’. E concluía dizendo meia dúzia de directrizes sobre o que ela achava que os blogues deveriam ser.

Eu, e exceptuando os baby-blogues nos termos em que aqui os critiquei, acho que os blogues devem ser exactamente aquilo que a pessoa quiser. Resta-nos, a quem os lê, escolhê-los. Porque no dia em que um blogue de política tiver de ser formatado à imagem do Abrupto, ou um de humor tiver obrigatoriamente como matriz o Gato Fedorento, eu deixo de escrever em blogues. Porque este é o espaço em que eu, depois de escrever o melhor texto alguma vez feito, posso escrever o pior dos textos. Sem fazer concessões, nem dar satisfações.

Vem isto a propósito da minha parca colocação de comentários em blogues vizinhos, e post’s escritos por aqui nos últimos dias. Avarias técnicas com o meu servidor de Internet [eu já nem lhe devia chamar de servidor, mas enfim, sou bondoso]; falta de tempo por causa do trabalhinho; e duas propostas: uma do André, para escrever no «Geração Rasca», que aceitei; outra de uma editora, que recusei, levaram a que o meu tempo disponível em frente a um computador ligado à rede fosse mais escasso do que a paciência que eu tenho para aturar conselhos de como um blogue deve ou não deve ser. Enfim, o que eu hoje vim aqui essencialmente dizer-vos é que estou com falta de tempo, mas quando puder escrevo uns posts e comento-vos a todos. Bem hajam pela paciência.
Carlos Malmoro