Quatro Anos de Caixa Pandora
Muito obrigado por ajudarem a torná-los mais compensadores.
Beijos.
Abraços.
Em 29/07/2007,
Carlos Malmoro
Pertenço a um género de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho. Opiário - Álvaro de Campos carlos.malmoro@gmail.com
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Do saber e da vida:
«No final,
Só vamos conservar aquilo que amarmos
Só vamos amar aquilo que compreendermos
Só vamos compreender aquilo que nos ensinaram.»
Baba Dioum (Conservacionista Senegalês)
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Labels: Dedicatórias, Estranhas Leituras, O que é um "conservacionista"?
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Labels: Mesmo em dias chuvosos
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No entanto, os anos foram passando, a memória esmorecendo e a oportunidade adiada. Até que, recentemente, dois «eventos» culturais tiraram do sótão da memória a curiosidade esquecida: um filme e uma música. O filme chama-se, naturalmente, Munich, é de Steven Spielberg, e que, talvez por não mostrar grandes planos da cidade me fez imaginar como ela seria. Mas é à música que cabe grande parte da culpa de ter reavivado um sonho de infância: primeiro, porque surgiu antes do filme e, portanto, quem primeiramente reanimou a memória desse tal desejo; depois, porque gosto da banda e da forma como a interpreta, e estas afinidades podem sempre levar a fazer algo mais por uma canção do que simplesmente comprar o disco; finalmente, porque a canção tem dois versos e uma verdade que me fariam ir ao fim do mundo para conhecer o objecto de inspiração deles:
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Carlos Malmoro
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Perdão, esse copinho de leite.
Carlos Malmoro
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O que me leva a terminar este arrazoado com uma pequena observação. Na caixa de comentários do post sobre a lista das minhas sete maravilhas favoritas, um leitor chamava-me à atenção para o facto de o Castelo de Neuschwanstein ser, digamos, pouco representativo para ser considerado uma delas. Permita-me que discorde. Entendo, aliás, que é aí que reside grande parte do meu interesse pela obra: não foi construído para representar nada, não tem nenhum significado escondido, não teve utilidade porque foi edificado, como diz a apresentação no site das sete maravilhas, numa época em que já não se utilizavam os castelos como meio de defesa de uma cidade. Foi feito apenas pelo sonho e imaginação de um homem alienado que quis erigir e deixar como legado algo que ele entendia como belo. E se a capacidade de conceber algo formalmente belo é exclusiva do ser humano, mais humana ainda é a capacidade de o apreciar. E isto também é válido para os mamarrachos.
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Carlos Malmoro
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