27 Fevereiro 2008
Parabéns atrasados, mas sentidos, por mais um anito de vida do excelente Postais de Bruxelas. Que agora não são de Bruxelas, são de Nova Iorque, mas que por mudarem de cidade ganharam uma mais-valia que não sei se a própria autora se apecebeu dela. Um dia espero desenvolver esta teoria.
Longa vida para o blogue e felicidades à autora.
Carlos Malmoro
07 Fevereiro 2008
Coisas da vida
Mão amiga ofereceu-me o CD de estreia dos Novembro, À Deriva. Quando mo entregou disse qualquer coisa como isto: assim, enquanto o ouves, não falas deles. Foi dito em termos irónicos e com uma boa gargalhada à mistura para não dar azo a uma possível interpretação de aborrecimento pelos meus elogiosos comentários ao grupo. Mas a mim não me enganam: é lógico que estava ali a ser dado um toque. Esta primeira parte do post é exactamente isso - a resposta à provocação: pois bem, estou a ouvir agora mesmo o CD e aqueles tipos são fantásticos, sabem compôr uma música, têm letras inspiradíssimas e duvido que as rádios portuguesas lhes passem cartão - são demasiado sofisticados para o estado geral de mediocridade que os discos que são editados em Portugal têm. Talvez daqui a dez anitos. Como pedi autorização para utilizar isto num post ao meu amigo, suponho que quando ele ler isto me vá pedir o CD de volta. Mas o que tu falaste, R, foi em falar enquanto ouvia, não em escrever enquanto ouvia. E agora, fora de brincadeiras, e para quem me lê: eu nem falo/escrevo assim tanto deles, pois não?...
Voz amiga, quer dizer como foi um mail penso que deverá utilizar-se também a forma de «mão amiga», ou não?, adiante, Voz/Mão amiga fez-me chegar uma mensagem em que dizia mais ou menos isto: tirando post's de economia, música e citações de outros bloggers ou escritores, tu agora só escreves sobre carros e de dois em dois meses. Para quando um texto a sério sobre a problemática do tunning? (smiley). Agora a sério, para quando um post sobre as tuas memórias, as tuas leituras, com aquela verve determinada de dizer tudo sem medo às palavras e nem às emoções, e que me fazia perguntar-te «que andas tu a fazer a estudar económicas?». Depois de pedir autorização à autora para utilizar publicamente o que privada e amistosamente escreveu, serve esta segunda parte do post para responder à altura: queres memórias? queres infância? queres boas recordações? Fica então com o senhor aí em baixo: só ele faz o pleno.
Posted by
Carlos Malmoro
at
22:36
7
pontos de vista
06 Fevereiro 2008
I Have a Dream
...que custa 43.000€.

Posted by
Carlos Malmoro
at
00:08
3
pontos de vista
Labels: Sem impostos era menos de metade; Os alemães sabem fazer um carro Ponto
03 Fevereiro 2008
A Ronda da Noite
- A Pitucha está deslumbrada com «Crime e Castigo» de Dostoievski. Não é para menos: para falar a sério sobre o livro eu necessitaria sempre de 718 elogiosas páginas para o caracterizar, o mesmo que a versão que cá por casa anda tem. Como não me vou meter nessa aventura, diria que se se queimasse todos os livros, e com bastante pena minha de tantos outros, talvez fosse este que eu pediria para deixar intacto;
- A Carlota, agora minha colega no GR, faz uma observação na mouche: o barulho do computador parece-se muitíssimo com o som dos motores de um avião. Neste momento, o toshibazinho cá de casa está a fazer-se à pista: «Fala-vos o capitão Malmoro e sugiro que apertem os cintos - mas se entenderem por bem não o fazer eu não obrigo. Já agora pede-se aos senhores passageiros que decidam qual o destino do Boeing que eu ainda não sei para onde ir. Obrigado»
- A Leonor gosta das palavras despojos e espargos. Eu também gosto da palavra despojos, mas nunca cogitei sobre espargos para lhe atribuir um gosto que não fosse aquele que eles têm no prato. Acho que o gosto por uma palavra está menos relacionado com o que ela significa, no dicionário ou para as nossas vidas, e mais com o som que emite. Eu adoro a palavra devastação. Ela não significa nada de bom, bem pelo contrário. Mas se se pode encontrar um denominador comum com as outras duas já aqui analisadas é que todas elas têm corpo, isto é, não são palavras magras têm por onde se lhe pegar;
- O Hélder Franco, actualmente também meu colega no GR, teve a feliz iniciativa de fundar um blog sobre o metal. Recomendo para quem como eu gosta deste género de música e, para aqueles que pensam diferente de mim, é um óptimo sítio para desmistificar certos preconceitos em relação ao género rei do rock. O escriba deste arrazoado aguarda com expectativa textos sobre os Metallica, Megadeth ou Sepultura.
Carlos Malmoro
Posted by
Carlos Malmoro
at
23:46
8
pontos de vista
02 Fevereiro 2008
Lisbon after Dark
Posted by
Carlos Malmoro
at
18:50
0
pontos de vista
Labels: Novembro, O melhor que por cá se vai fazendo, Solidão a Dois
Balanços & Balancetes
Jornais:
P2
Público
Televisão:
Portugal - Um Retrato Social
Rádio:
Ressurgimento do Rádio Clube Português
Música:
O melhor:
Jorge Palma (português) Arcade Fire (internacional)
O pior:
Concursos televisivos para construir boys bands (já não há que cheguem?...)
Melhor perspectiva:
Novembro
Cinema:
Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood); Promessas Perigosas (David Cronenberg);
Livros:
Cemitério de Pianos (José Luís Peixoto), Todo-o-Mundo (Philip Roth);
Político:
O melhor:
José Sócrates (português); Angela Merkel (internacional)
O pior:
José Sócrates (português); Sarkozy (internacional)
Gestor:
O melhor:
Luis Pallha da Silva (Jerónimo Martins)
O pior:
Todos os que tiveram responsabilidades no BCP
Acções:
A melhor:
GALP
A "nem carne nem peixe":
REN
A Pior:
BCP
Melhor Perspectiva:
Jerónimo Martins e Sonae Capital
(disclaimer: as opiniões sobre as acções expressas acima são análises pessoais e nunca deverão ser levadas em linha de conta em futuras decisões de compra ou de venda das mesmas)
Posted by
Carlos Malmoro
at
18:49
0
pontos de vista
Novembro
A característica mais difícil de conseguir quando se compõe música de fusão é a coerência. Não se pode estar a ouvir uma canção neste estilo e ouvir distintamente cada um dos géneros: tem de ter um só corpo - por isso se chama de fusão. Estas composições têm o cariz de aproximar os modernos da música tradicional e os conservadores da música liberal (não, não estamos a falar de política). Quando a coerência não se alcança, parece que estamos a ouvir uma banda com graves problemas psicológicos ao nível da dupla personalidade ou, eufemisticamente, os instrumentos parecem estar colados com cuspo à canção.
Os «Novembro» são um novo grupo de fusão de música portuguesa com a pop/rock. Apadrinhados por Rodrigo Leão, vão lançar o seu álbum de estreia em Janeiro e, pelo single que se vai ouvindo aí pelas rádios, Solidão a Dois, parecem ser um dos projectos mais arrojados, bem feitos e prometedores para 2008. O cantar cheio de melancolia, os trinados da guitarra portuguesa e a bateria que vai buscar o ritmo à percussão lusa, formam um magnífico par com as guitarras acústicas em distorção, os samples e a estrutura pop do tema. E, claro, como acima disse, neste género musical, a coerência e a consistência do som é a prova da qualidade ou não do trabalho. E, em relação aos «Novembro», só posso dizer que tudo aquilo faz sentido.
Posted by
Carlos Malmoro
at
18:47
0
pontos de vista
Subscrever:
Mensagens (Atom)
