Ao que isto chegou
Anda um homem atrás de uma pen que julga perdida.
Anda um homem de 34 anos, já com idade para manter uma certa compostura, a examinar todos os cantos da casa.
Anda um homem com idade para digno, de rabo para o ar, em busca de uma peça informática.
Um homem com estudos, aliás, que estuda ainda, com um emprego a sério, cheio de reuniões na agenda, e tal, respeitado na «praça» e tudo, e anda este homem de cócoras, a humilhar-se por causa de uns pingos de solda a que deram o nome de circuito integrado e que é suposto guardar mais informação que o seu cérebro.
E é assim que se passa uma vida: sem compostura, de rabo para o ar, indigno e humilhado por causa de um bocado de plástico azul.
