NO COMMENT
Portugal, 28/08/2003: jovem de 9 anos dispara e mata o irmão de 4 anos, quando brincava na sala de jantar com a caçadeira do pai, que se encontrava carregada. No comment
Carlos Malmoro
Pertenço a um género de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho. Opiário - Álvaro de Campos carlos.malmoro@gmail.com
Portugal, 28/08/2003: jovem de 9 anos dispara e mata o irmão de 4 anos, quando brincava na sala de jantar com a caçadeira do pai, que se encontrava carregada. No comment
Carlos Malmoro
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18:02
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Longe de querer criticar alguém por utilizar estas expressões - também eu as utilizo -, este texto apenas pretende demonstrar a insidiosidade da nossa Língua:
«Olha, fico na esplanada a matar o tempo» - Como é que se mata o tempo? à machadada, com a fisga ou será com armas de destruição maciça?
«Deixem-me em paz!» - Habitualmente, quando se utiliza esta expressão, é porque estamos em guerra com nós próprios. Sugestão:"Deixem-me em paz...com a minha guerra".
«Estás aqui?» Não é necessário explicar o ridículo desta expressão, bem como das suas congéneres «Já cá estás?» ou «Já chegaste?», quando a pessoa com quem falamos se encontra à nossa frente.
«Bons olhos te vejam.» - Afinal, estamos contentes pela outra pessoa estar connosco ou pelo apurado e saudável sentido de visão que temos?
«- O trabalho está pronto amanhã, Sr. Joaquim? - Vamos ver.» - Responder desta forma ou «Prognósticos só no fim do jogo», é exactamente a mesma redundância.
«Querida, vou sair.» - Ora, se uma pessoa está dentro de casa, o único movimento que pode fazer é o de sair dessa mesma casa.
«Já vou!» - "Já" significa "agora, neste preciso momento", mas, no entanto, sempre que ouvimos esta expressão temos que esperar mais cinco minutos.
«Esta noite vou prá night.» Penso que nunca ninguém escutou o seu contrário (Neste dia, vou pró day), pelo caricato que se expunha.
«-Senhor Dr., o que é isto? - Isso não é nada!» Por vezes, os médicos deviam estar calados, porque, se não é nada, é porque é alguma coisa: uma dupla negação é uma afirmação.
«Estou fora de mim» - É a demanda que todos pretendemos realizar, com o objectivo último de alcançar o dom da ubiquidade. Para além disso, é também uma forma de dizer que estamos fartos desta camisa de forças que é o nosso corpo.
«Escusado será dizer...» - Ao pretendermos reforçar a ideia que iremos transmitir depois desta expressão, estamos a retirar-lhe força, pois "escusado", segundo o dicionário, é um adjectivo que significa "dispensável, desnecessário ou evitável". Porque, se é escusado, então não se diz.
Carlos Malmoro
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16:11
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Há um ano, neste mesmo mês de Agosto, a Alemanha, e toda a zona central da Europa, estavam a ser assoladas por violentas chuvas que resultaram em cheias e, consequentemente, mortes e avultados prejuízos materiais.
Este ano, no mesmo mês e na mesma zona, bateram-se recordes de temperaturas provocados, essencialmente, pelo baixo índice de humidade no ar, lamentando-se, igualmente, mais mortes pela fúria da canícula.
O Homem vai assumir, de uma vez por todas, que está a fazer estragos no clima, e tentar consertá-los, ou vai continuar a assobiar para o ar e desculpar-se com ditos populares do género: "Depois da tempestade, vem a bonança.", ou a afirmar levianamente que isto sempre aconteceu, mas, o que agora sucede, é que existe mais informação?
Carlos Malmoro
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15:03
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Eis uma fala de João Baião para Marisa Cruz, no programa Campeões Nacionais, da SIC (ou será que houve interferências do Canal 18?) :
" Marisa, agora vou-te dar umas voltinhas para ficares tonta. Depois, baixas-te e apanhas a cenoura...agora vem, vem mais para dentro, vem, vem mais rápido, força, vem, não deixes cair a cenoura, isso, vem, mais rápido, estás quase, depressa, força, força, vem, agarra-te bem à cenoura, vem,... conseguiste em 1 minuto e 18 segundos." No comment
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Carlos Malmoro
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14:45
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Críticas, sugestões, opiniões e comentários aos textos, mandar o autor dar uma volta, chamar-lhe nomes, contar-lhe a vossa vidinha, pedir-lhe dinheiro, pedir que se cale, declarações de amor e de guerra, tudo, tudo para malmoro@portugalmail.pt.
Carlos Malmoro
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12:06
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Uma sondagem feita pela livraria Amazon, revela que há mais britânicos que se lembram do enredo do primeiro livro do Harry Potter, 66%, do que aqueles que se recordam da trama de «Hamlet», de Shakespeare, 28%.
A Existência humana está a ficar mais fútil: enquanto há uns séculos a premissa existencial era "Ser ou não ser: eis a questão", hoje, ela é: "Ou ser caixa de óculos e comprar uma vassoura voadora que não voa ou não ser cool: eis o marketing.
Carlos Malmoro
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12:01
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Se "pecado" é um substantivo do género masculino, por que razão os sete pecados mortais são todos substantivos do género feminino? A natureza feminina é assim tão inexorável, tão fatal, tão mortal?
Carlos Malmoro
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Carlos Malmoro
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11:52
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