10 setembro 2003

O Nobel da Paz Revisionista

Numa entrevista recente ao jornal “La Tercera”, de Santiago do Chile, Henry Kissinger afirmou que o General Pinochet era mais uma vítima dos grupos de esquerda e dos fazedores de opinião do que um ditador sanguinário e déspota, e que «o seu maior pecado é ter derrubado um Governo que estava encaminhado em direcção ao comunismo». Por estas horas, o Comité Nobel estará arrependido de lhe ter atribuído o Nobel da Paz em 2002: nunca imaginaram que lhes sairia ao caminho um Revisionista. Pensando melhor, até não: afinal, estamos a falar de uma agremiação que já distinguiu com esse prémio um cidadão com as mãos cheias de sangue, e a consciência de mortos, de seu nome Arafat.
Carlos Malmoro

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