06 outubro 2003

O Movimento Monárquico

Ontem, dia 5 de Outubro, reuniram-se uma vez mais os monárquicos como forma de reivindicar o regresso da monarquia como sistema organizativo do Estado Português. Para além da aderência maciça dos cidadãos a estes eventos, onde chegam a comparecer 20 pessoas, o mais caricato destas manifestações são aquelas vozinhas de Zés Cabras a entoarem o hino da Maria da Fonte. Defendam lá os vossos ideais, mas não provoquem poluição sonora.
Um pouco mais a sério: uma das principais razões porque eles defendem o regresso da monarquia, é que , segundo eles, não existe maior garante da independência nacional em relação a Espanha que a existência de um Rei de Portugal. Ora, não existe nada de mais errado: como se em visto amiúde por essa Europa fora, as Casas Reais têm por costume cruzarem-se entre elas. Ou seja, possivelmente, daqui a umas gerações, teríamos de aturar um Rei das Casas Reais espanholas, devido aos estragos que um príncipe português poderia fazer na realeza espanhola.
Mais vale que continuemos com um Presidente da República, democraticamente eleito por sufrágio universal, e que, segundo a Constituição Portuguesa, só pode ter como seus progenitores pessoas de cidadania portuguesa.
Carlos Malmoro

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