11 junho 2004

Os dólares da morte

O relatório do Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz de Estocolmo (Sipri) revela que, em 2003, foram gastos 956 mil milhões de dólares na compra de material bélico em todo o mundo. E que este valor representa um acréscimo de 11% relativamente ao ano anterior.
O mesmo documento denuncia que o maior gastador são os EUA com 47% do bolo total (cerca de 450 mil milhões de dólares), e que o maior importador, e o segundo do ranking dos gastadores, é a China com um total de 13% das importações (aproximadamente 125 mil milhões de dólares) seguido do Japão com 5% dos gastos(48 mil milhões de dólares). O relatório denuncia ainda que 5 países ricos foram responsáveis por 75% dos gastos militares.
Se compararmos estes números com o total de ajuda concedida para o desenvolvimento mundial, chegamos à pragmática conclusão que os países mais ricos investem cerca de dez vezes mais nos seus arsenais bélicos do que no apoio aos países subdesenvolvidos.
Porém, a questão ainda se torna mais vergonhosa quando países que ainda não têm um desenvolvimento económico minimamente consolidado, como a China, gastam o seu orçamento a comprarem armas em vez de o canalizarem para programas de desenvolvimento interno sustentado, infra-estruturas de apoio social, etc.: é preciso não esqucer que a pneumonia atípica surgiu na China por falta de condições de salubridade.
Carlos Malmoro

2 comentários:

Anónimo disse...

Your website has a useful information for beginners like me.
»

Anónimo disse...

I say briefly: Best! Useful information. Good job guys.
»