A coerência, a consoância & a consistência do pensamento do político português
«Como pode um Presidente eleito pela esquerda (…) arvorar-se agora um guardião activo do programa neoliberal de José Manuel Durão Barroso?» Freitas do Amaral, Visão.
Se bem me lembro, este foi o senhor que na campanha para as últimas legislativas apoiou Durão Barroso pelo seu projecto de dimensão social…
«Odeio o unilateralismo e a arrogância dos E.U.A.» Durão Barroso discursando no Parlamento Europeu antes de ser eleito Presidente da Comissão Europeia.
Se bem me lembro o antigo Primeiro-Ministro de Portugal, José Manuel Durão Barroso, chamaria, sem apelo nem agravo, anti americano primário e radical a este José Manuel Barroso, Presidente Indigitado da Comissão Europeia.
«Não tenho motivação para entrar nessa corrida e penso que é preciso gente mais jovem na liderança do PS. Se quisesse ser secretário-geral do PS, teria avançado há 20 anos.» Manuel Alegre, em entrevista ao Público, cinco dias antes de anunciar a sua candidatura ao lugar de Secretário-Geral do PS.
Se bem me lembro, eu nunca consegui arranjar motivação para nada que não pretendesse fazer em cinco dias…e o pensamento deste político–poeta ou poeta-político, como queiram chamá-lo em relação ao rejuvenescimento do PS é, digamos, volátil, bastante volátil…
«Não sou candidato à Presidência da Comissão Europeia.» Durão Barroso, quatro dias antes de pedir uma audiência ao Presidente da República para apresentar a sua demissão de Primeiro-ministro de Portugal
Bem já me começam a faltar os comentários para tanta reviravolta de opinião em tão pouco espaço de tempo, mas os adjectivos para classificar este discurso político são muitos: falso, hipócrita, insidioso, apócrifo, fingido, leviano, demagógico, …
Carlos Malmoro

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