03 agosto 2004

Da teoria à prática

A União de Livreiros e Editores está a impulsionar um abaixo-assinado, que já conta com mais de dez mil assinaturas, para que o IVA não seja aplicado aos livros (neste momento é de 5%).
Esta iniciativa tinha um certo valor lógico se produtos alimentares e de higiene não pagassem IVA. Mas é que, em Portugal, infelizmente, os primeiros, quando não estão isentos, pagam 5% e 12% e os segundos chegam aos 19%.
Sem demagogias: a verdade é que num país que tem mais de dois milhões de pobres, segundo dados da ONU, e em que existem 200 mil concidadãos que apenas têm posses para comer uma refeição por dia, não é muito difícil de perceber que, se existem produtos onde o IVA deve descer ou mesmo desaparecer, são nestes bens de primeira necessidade. Com o prejuízo daqueles que, como eu, ganhariam mais em que os livros ficassem isentos de IVA. Mas a isto é que se chama ter um mínimo de consciência cívica: não é só fazer belos discursos sobre a pobreza e a solidariedade e coesão sociais, para depois organizar abaixo-assinados em que, mais do que a defesa de um bem cultural, o objectivo é fortalecer a reivindicação de um lobby junto do poder político…
Carlos Malmoro

2 comentários:

Anónimo disse...

I really enjoyed looking at your site, I found it very helpful indeed, keep up the good work.
»

Anónimo disse...

Nice idea with this site its better than most of the rubbish I come across.
»