06 fevereiro 2005

O Vazio

Miguel Sousa Tavares disse no comentário que fez do debate entre Pedro Santana Lopes e José Sócrates no Público, que, e cito de cor, aquele modelo não funcionou porque era demasiado rígido, deixando pouco espaço de intervenção aos debatentes e aos jornalistas. Ou seja, MST acaba por se ressentir da única reforma feita nestes últimos anos: neste modelo, os jornalistas não se podem assumir como protagonistas, mas sim, e esse é o seu papel numa entrevista, a profissionais que estão ali para fazer as perguntas e deixar os entrevistados responder-lhes. Com tempo e sem peixaradas à la Manuela Moura Guedes.
Por outro lado, penso que ele estará a fazer confusão entre forma e conteúdo: se existisse um modelo perfeito de debate, deixaria de o ser no momento que fosse posto à prova por aqueles dois senhores. Um debate serve para debater ideias, e quando elas não existem, não há formato que o salve.
Carlos Malmoro

2 comentários:

Anónimo disse...

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