03 março 2005

Um Outro «Se Isto é Um Homem»

O livro apresentado não necesitava de nada mais do que a sua foto de capa para nos revelar que o seu título era «Sem Destino». Um livro que é um dos mais poderosos a retratar um campo de concentração nazi. O seu autor, o Prémio Nobel Imre Kertész, foi um sobrevivente desses campos. Uma vez mais: apenas quem passou pelo Inferno pode ter veleidades a descrevê-lo com o mínimo de fidelidade.
Carlos Malmoro
Posted by Hello

4 comentários:

Anónimo disse...

É claro que o regime nazi cometeu grandes atrocidades... as guerras são sempre de uma grande injustiça. Mas devemos recordar-nos também, das centenas de milhares de civis alemães, que sofreram indiscritível morte, quando, já com a guerra ganha, os altos comandos aliados, bombardearam as suas cidades, de uma forma tão massiva e brutal, que em algumas, devido às altíssimas temperaturas desenvolvidas, o alcatrão derreteu, as pessoas ficaram coladas ao chão, sem possibilidade de fugirem, e literalmente, arderam como se de tochas se tratassem! Acho de uma covardia e de uma hipocrisia enormes, a leitura sempre unilateral, que se faz dos acontecimentos da II guerra mundial: os alemães, nazis ou não, são os criminosos mais reles, sanguinários, monstros enfim... os aliados, esses são como anjos libertadores,enfim... Gostaria, para finalizar, relembrar aos que teem memória curta, que cerca de 4 milhões de alemães, entre militares e civis, foram levados para campos de concentração na Sibéria de onde apenas algumas centenas regressaram com vida! E isto, é desculpável? Já agora, e para finalizar, são desculpáveis também os bárbaros assassinatos, as inomináveis torturas, as ignominiosas violações perpetradas pelas tropas aliadas, quando entraram na Alemanha?

Anónimo disse...

Sr. Anónimo:
Sei perfeitamente que o melhor significado para horror é guerra.
Porém este post é uma apreciação de um livro que retrata «o» horror. As barbariedades provocada pelos aliados - até mesmo entre eles, como no caso das mulheres franceses que foram violadas por soldados norte-americanos, ingleses e franceses, que depois lhes rapavam o cabelo, pela simples suspeita, atenção, suspeita, de terem mantido relações com os alemães, é um exemplo que demostra à saciedade a loucura que aquela guerra comportou.
Porém, não sou revisionista: sei que o Nazismo representou o horror para todos, incluíndo para milhares de inocentes alemães. E sei também que a Rússia tinha o seu «campo de concentração branco»(a Sibéria).
Sei isso tudo perfeitamente, e estou neste momento a reler o livro «Gulag» que fala disso mesmo. Poderá ler um post acerca disso assim que o acabar de reler.
Não quero nem desejo transformar ninguém em anjo, mas, como disse atrás não sou revisionista, e o facto é que morreram 40 milhões de pessoas em campos de concentração Nazi. Contra estes factos, sr Anónimo, não existem relaivismos morais possíveis.
Carlos Malmoro
P.S. Porque é que não se identificou?

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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