15 maio 2005

Se...

Este texto era para ser enviado para um jornal quando ainda fazia sentido, isto é, há cerca de 10-11 meses. Porém, e por motivos vários, entre os quais se contam a infinda desorganização de quem mantém este tasco, ficou perdido nos meus papéis. A carta consistia numa paráfrase ao poema «If» de Rudyard Kipling, e rezava assim:


«Se Durão Barroso sair para a Comissão Europeia, se Santana Lopes subir a Primeiro-Ministro, se o Presidente da República aceitar esse nome, e assim desvirtuar todo o sistema democrático, porque embora o partido mais votado fosse o PSD, foi-o em nome de um Programa de Governo encabeçado pelo por um determinado líder, se tivermos que aturar os dislates de Santana por dois anos e os do seu séquito de santanetes, se a política seguida por Santana for anti-europeísta e populista – como não o ser?... –, Se os dois anos de sacrifícios dos portugueses forem esbanjados em nome da alimentação de clientelas, se tudo isto for acompanhado de muita demagogia própria de quem disse que se afastava da política por um sketch televisivo, pela ignorância cultural de quem afirmou que Mário de Sá Carneiro era o poeta da Arrábida, e não Sebastião da Gama, que disse que gostava dos violinos de Chopin e que endereçou uma carta de agradecimento ao escritor brasileiro Machado de Assis, quando este já faleceu há cerca de 100 anos; então, meu filho, peço-te para saíres de Portugal: só assim poderás ser um Homem.»


Ainda bem que não o enviei: ter razão antes do tempo implica fazer juízos de valor à priori das acções. Mas também não era preciso ser-se um geniozinho para ter razão antes do tempo neste caso, pois não? …
Carlos Malmoro

1 comentário:

Anónimo disse...

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