O massacre continua.
Como algumas pessoas que conheço, tenho uma caixa de correio electrónico que serve de caixa de correio publicitária. Eu explico: é uma forma de salvaguardarmos que quando fazemos um registo numa determinada empresa ou serviço, e colocamos que não desejamos receber regularmente correspondência, nem autorizamos que a empresa comunique os nossos dados a outras empresas, mas as empresas fazem de conta de que não perceberam essas instruções, as mensagens vão para um sítio diferente que não o nosso endereço de e-mail mais pessoal. É como se tivéssemos duas caixas de correio: numa o carteiro colocava o que realmente interessava; na outra, e embora estivesse lá bem explícito que não aceitávamos publicidade de qualquer tipo, colocava os panfletos do Intermarché, as carinhas larocas dos candidatos às presidenciais e os cursos CEAC que garantem que uma pessoa aprende a tocar piano de cauda em três semanas sem praticar. No dia sete de Janeiro, abri as caixas de entrada dos dois e-mails. Já andava visivelmente satisfeito por estarem a desaparecer as publicidades natalícias. Quando me deparo com o seguinte título de mensagem: «Dia dos Namorados: não se atrase». Paciência, haja paciência. Depois, reflecti um pouco e apercebi-me que isto vai durar o ano inteiro. A saber: depois do Dia dos Namorados, existirá o Carnaval, e a Páscoa, seguido dos dias do Pai e da Mãe. Entramos na canícula e nas viagens, e saímos da canícula com os saldos e os primeiros cheiros a Natal, intercalados pelo Halloween, essa tradição portuguesíssima. Acto contínuo, entra o Natal em força e no dia sete de Janeiro de 2007, a caixa de e-mail publicitária lá receberá uma mensagem com o título «Dia dos Namorados - não se atrase», e o ciclo estará consumado e eu consumido. Arre!!! Carlos Malmoro |

2 comentários:
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