Oxalá
Li algures que a partir do próximo ano lectivo os estudantes da Universidade de Coimbra vão prestar apoio a idosos, crianças e outras pessoas carenciadas da cidade do Mondego, em regime de voluntariado.
Sendo ainda cedo para mandar foguetes, não vão eles depois começar a fechar lares e infantários a cadeado, é bastante acertada esta medida: só assim os discentes poderão ver que existe um mundo para além das paredes das universidades e, claro, dos bares e das discotecas, e que os seus problemas têm uma dimensão risível perante os que irão encontrar.
Pode ser que definitivamente se apercebam de que tudo o que toda a sociedade paga para que possam estudar, é dinheiro que não vai para outras coisas, como por exemplo, para uma ajuda mais efectiva a esses cidadãos carenciados.
Então, talvez comecem a levar os estudos mais a sério, a passear menos os livros, a convencerem-se de que a soma que pagam para estudar é irrisória, comparada com o gasto que cada ano chumbado custa ao Estado, i.e., a cada um de nós. Nem que seja pelo efeito de peso na consciência: aquele dinheiro que poderia ir em auxílio dos menos protegidos que vão apoiar, vai agora para a repetição de um ano, consequência directa dos futuros Xô doutores terem andado um ano lectivo a servir de cobaias para os efeitos nefastos que o álcool provoca sobre as capacidades cognitivas. Ou, dito mais terra a terra, consequência directa das suas infindáveis bebedeiras.
Mas isto é apenas um desejo fruto do bom senso e, como muito bem sabemos, os desejos, ainda para mais se forem sensatos, raramente se realizam.
Carlos Malmoro
Sendo ainda cedo para mandar foguetes, não vão eles depois começar a fechar lares e infantários a cadeado, é bastante acertada esta medida: só assim os discentes poderão ver que existe um mundo para além das paredes das universidades e, claro, dos bares e das discotecas, e que os seus problemas têm uma dimensão risível perante os que irão encontrar.
Pode ser que definitivamente se apercebam de que tudo o que toda a sociedade paga para que possam estudar, é dinheiro que não vai para outras coisas, como por exemplo, para uma ajuda mais efectiva a esses cidadãos carenciados.
Então, talvez comecem a levar os estudos mais a sério, a passear menos os livros, a convencerem-se de que a soma que pagam para estudar é irrisória, comparada com o gasto que cada ano chumbado custa ao Estado, i.e., a cada um de nós. Nem que seja pelo efeito de peso na consciência: aquele dinheiro que poderia ir em auxílio dos menos protegidos que vão apoiar, vai agora para a repetição de um ano, consequência directa dos futuros Xô doutores terem andado um ano lectivo a servir de cobaias para os efeitos nefastos que o álcool provoca sobre as capacidades cognitivas. Ou, dito mais terra a terra, consequência directa das suas infindáveis bebedeiras.
Mas isto é apenas um desejo fruto do bom senso e, como muito bem sabemos, os desejos, ainda para mais se forem sensatos, raramente se realizam.

2 comentários:
Não sabia dessa iniciativa (ah o poder informativo dos blogues) e acho-a louvável. Veremos o que nos reserva a prática!
Beijos
Desejo que o teu desejo se realize! Abraço
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