20 junho 2006

Prioridades

«Maria João Pires distinguida com Prémio Juan de Borbón
A pianista portuguesa Maria João Pires foi esta segunda-feira galardoada com o I Prémio Internacional de Música Dom Juan de Borbón.
O júri, presidido pelo compositor polaco Krzysztof Penderecki, pôs em destaque «os extraordinários valores musicais da vencedora na interpretação pianística e a sua intensa, prolongada e generosa dedicação ao ensino dos jovens».
Maria João Pires, um dos nomes cimeiros do piano contemporâneo, nasceu em Lisboa em 1944, começou a tocar aos três, com quatro deu o seu primeiro concerto e matriculou-se, muito jovem ainda, no Conservatório de Música de Lisboa.

Actualmente, dedica parte do seu tempo ao ensino no Centro para estudo das artes de Belgais, trabalho pelo qual recebeu recentemente o Prémio Unesco para a defesa dos direitos humanos.

Segundo Penderecki, a decisão do júri teve em consideração, não apenas as qualidades musicais da pianista, mas também os seus valores humanos.

Assinalou, a propósito, que este Prémio é o mais importante para a música de todos quantos são actualmente atribuídos na Europa. »
As bandeiras de Portugal por tudo quanto é canto e corpo são para celebrar isto, certo?
Carlos Malmoro

3 comentários:

Pitucha disse...

Está ali, bem guardado, o bilhete para o próximo concerto dela aqui em Bruxelas. Era para ter sido em Junho e foi adiado para Setembro. Parece que ela esteve doente.
Beijos

Carmim disse...

Infelizmente as bandeiras e gritos de patriotismo com que temos sido bombardeados têm um outro motivo.
Ontem apercebi-me de que só uma coisa consegue captar todas as atenções e parar o país: FUTEBOL.
O desemprego atingiu níveis desastrosos, a criminalidade aumenta, temos uma das maiores taxas de mortalidade na estrada, maternidades a fechar e mulheres obrigadas a ir ter os filhos a Espanha, etc..
Mas a Selecção passou aos oitavos de final do Campeonato do Mundo, que importa o resto?!

Carmim disse...

Quero só acrescentar que não tenho nada contra o futebol, pelo contrário, até gosto bastante.
O que me desagrada é continuar a ver que 22 pessoas atrás de uma bola é, indiscutivelmente, "O Ópio do Povo".
Nem oito nem oitenta!