Dos papéis esquecidos
Na imagem, estão duas cartas minhas - uma de 1995 e outra de 1998 - que nunca enviei, e que me poderiam ter modificado a vida por completo. Uma delas é a resposta a um anúncio de emprego e a outra é uma resposta a um telefonema de uma relação anterior. Apenas três certezas tenho em relação a elas: a caligrafia era (e continua a ser) péssima; tomei a atitude correcta ao não enviá-las, e a certeza de que são demasiadadamente frágeis estas nossas existências que dependem do envio - ou do não envio - de uma carta.
E vocês, também têm cartas por enviar?

Carlos Malmoro

6 comentários:
Cartas por enviar, telefonemas por fazer, palavras por dizer, gestos por executar...e tudo o seu inverso!
Se eu fosse de usar palavrões diria, tudo uma merda; como não sou fico assim.
Beijos
Gostei. Cartas por enviar, tipo coisas por dizer....mas final vim cá para te avisar que se vais ver o D. Giovanni no sábado deves reservar bilhete já amanhã, pois ontem eu fui e quase fiquei na porta por não ter feito reserva. Vale mesmo a pena, é de rir à gargalhada. Beijo.
Cartas por enviar não, palavras por dizer talvez, mas nesta fase da minha vida acho que vou arrumando as coisas. Aprendi no último ano que saber ignorar é uma grande virtude e é isso que vou treinando ;-)
Pitucha:
não é bem o ser mau termos deixado coisas por dizer ou cartas por enviar que me levou a escrever este post, mas sim o facto de o nosso destino estar muito dependente de uma simples carta que se envia ou não. E, aliás, como eu digo no post, considero que tomei a decisão acertada.
Bjs
Monalisa:
Comprei os bilhetes na quarta-feira e já fui parar ao terceiro andar de camarotes. Quanto ao D. Giovanni, já o vi no S. jorge, quando ainda vivia em Lisboa, e concordo contigo: é bastante divertido.
Bjs
Papalagui:
Expliquei-me mal: o que me encanita não é o ter cartas por enviar(e estas, ainda bem que não foram enviadas), mas sim que dessas cartas possa depender tanto a minha existência
Bjs
A nossa existência depende sempre das decisões que tomámos ou não. Mas achei engraçado ainda teres as cartas :)
As cartas que não enviei devo tê-las rasgado e deitado fora num dos meus (frequentes) ataques de arrumação e de meter ordem na vida. :)
Beijola.
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