Ao Cuidado da 'Vizinhança'
Num programa radiofónico sobre blogues, uma ouvinte, entrando em directo por telefone, afirmava que «não sabia qual era a ‘graça’ de se escrever posts em que se diz «eu agora estou com falta de tempo, mas quando puder escrevo uns posts e comento-vos a todos…» Ou seja, não gostava de blogues de ‘vizinhança’. E concluía dizendo meia dúzia de directrizes sobre o que ela achava que os blogues deveriam ser.
Eu, e exceptuando os baby-blogues nos termos em que aqui os critiquei, acho que os blogues devem ser exactamente aquilo que a pessoa quiser. Resta-nos, a quem os lê, escolhê-los. Porque no dia em que um blogue de política tiver de ser formatado à imagem do Abrupto, ou um de humor tiver obrigatoriamente como matriz o Gato Fedorento, eu deixo de escrever em blogues. Porque este é o espaço em que eu, depois de escrever o melhor texto alguma vez feito, posso escrever o pior dos textos. Sem fazer concessões, nem dar satisfações.
Vem isto a propósito da minha parca colocação de comentários em blogues vizinhos, e post’s escritos por aqui nos últimos dias. Avarias técnicas com o meu servidor de Internet [eu já nem lhe devia chamar de servidor, mas enfim, sou bondoso]; falta de tempo por causa do trabalhinho; e duas propostas: uma do André, para escrever no «Geração Rasca», que aceitei; outra de uma editora, que recusei, levaram a que o meu tempo disponível em frente a um computador ligado à rede fosse mais escasso do que a paciência que eu tenho para aturar conselhos de como um blogue deve ou não deve ser. Enfim, o que eu hoje vim aqui essencialmente dizer-vos é que estou com falta de tempo, mas quando puder escrevo uns posts e comento-vos a todos. Bem hajam pela paciência.
Eu, e exceptuando os baby-blogues nos termos em que aqui os critiquei, acho que os blogues devem ser exactamente aquilo que a pessoa quiser. Resta-nos, a quem os lê, escolhê-los. Porque no dia em que um blogue de política tiver de ser formatado à imagem do Abrupto, ou um de humor tiver obrigatoriamente como matriz o Gato Fedorento, eu deixo de escrever em blogues. Porque este é o espaço em que eu, depois de escrever o melhor texto alguma vez feito, posso escrever o pior dos textos. Sem fazer concessões, nem dar satisfações.
Vem isto a propósito da minha parca colocação de comentários em blogues vizinhos, e post’s escritos por aqui nos últimos dias. Avarias técnicas com o meu servidor de Internet [eu já nem lhe devia chamar de servidor, mas enfim, sou bondoso]; falta de tempo por causa do trabalhinho; e duas propostas: uma do André, para escrever no «Geração Rasca», que aceitei; outra de uma editora, que recusei, levaram a que o meu tempo disponível em frente a um computador ligado à rede fosse mais escasso do que a paciência que eu tenho para aturar conselhos de como um blogue deve ou não deve ser. Enfim, o que eu hoje vim aqui essencialmente dizer-vos é que estou com falta de tempo, mas quando puder escrevo uns posts e comento-vos a todos. Bem hajam pela paciência.
Carlos Malmoro

7 comentários:
A cada cabeça sua sentença!
Eu estou mais de acordo contigo.
:)
Beijola.
E cada um com a sua opinião. Pois eu acho que os blogues são aquilo que os autores quiserem fazer deles: e mais nada!
Beijos
Idem idem, aspas, aspas. :)
Acho isso mesmo. Este é um espaço de liberdade, só lê quem quer, só comenta quem quer, só posta quem quer. Afinal nem nos pagam para isto. Obrigações já chegam aquelas a que não podemos escapar. Beijo
Mas olha que foi pena teres recusado o convite da editora - escreves bem melhor que a Margarida Rebelo Pinto e ainda por cima sobre temas variados. Lol
É isso mesmo... cada um faz o que quer...
E o que vale é o que o blogger diz:
Create your blog in 3 steps
Não diz nada de ter de rotular o blog!!!
Não nos chateemos com isto que mais depressa passa!
:)
«os blogues devem ser exactamente aquilo que a pessoa quiser. Resta-nos, a quem os lê, escolhê-los.»
- Sim, sem dúvida!
Mas confesso que por vezes me fazem um bocado de confusão essas conversas de "vizinhança", quando vou a "bairros" que não conheço. Não estou a dizer que não goste, nem que não as tenha também, mas, à primeira vista, para quem não é do "bairro", é um bocado estranho!
Outro aspecto prende-se com as expectativas. É claro os blogs não têm de ter um formato rígido, e que mesmo os mais "sérios" podem ter momentos de "parvoíce", sem terem de dar satisfações a quem quer que seja. Mas quando isso acontece não podem / não devem condenar o leitor pelo sentimento de estranheza.
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