Closest Thing to Crazy
Há dias em que nos sentimos derrotados. Sofremos disso naqueles dias em que a vida corre depressa demais para a nossa breve passada. Apercebemo-nos que não há muito mais a fazer do que ficar sentado a olhar a voragem das rotinas a fazer o trabalho de nos tornar velhos. As palavras, como disse o poeta, estão gastas mas, nesses dias, sentimos que, para além das palavras, também os gestos, as emoções, as vontades, os sonhos estão acabados e achamo-nos sem coragem para nos levantar. Nesses dias, estamos mais distantes de nós mesmos; nesses dias, somos uma renúncia da nossa origem; nesses dias, encontramo-nos mais perto da loucura. A mudança ocorre estimulada por um acontecimento feliz, por um reencontro há muito aguardado, por um conselho amigo ou então, e muito simplesmente, a mudança dá-se quando escutamos alguém a declarar, mostrando que nos compreende, numa voz serena sobre um piano aquilo que lhe fez estar mais próximo da loucura.
[Post dedicado a quem me ofereceu este CD e me tenta mostrar, com uma inesgotável paciência, paisagens sonoras mais calmas do que eu, habitualmente, costumo escutar. Para além, obviamente, do senhor Leonardo Cohen e do Nickinhas Cave.]
Carlos Malmoro
[Post dedicado a quem me ofereceu este CD e me tenta mostrar, com uma inesgotável paciência, paisagens sonoras mais calmas do que eu, habitualmente, costumo escutar. Para além, obviamente, do senhor Leonardo Cohen e do Nickinhas Cave.]
Carlos Malmoro

4 comentários:
Eu já ia dizer que não te conhecia esta faceta nostálgica (depois de ter lido isto no GR). O comentário final mostra que afinal é tudo coerente. Eu tb gosto bastante desta música.
Há lugar para tudo! :))
... desde que seja boa música!
Como descreveste bem alguns dos meus dias!
Beijos
Luis,
Tu não sabes muita coisa sobre mim..aliás, nem eu sei...:) um abraço
Sinapse,
Até que enfim que alguém compreende este Calimero ;) um abraço
Pitucha,
Todos temos dias destes.
Beijocas
Enviar um comentário