15 maio 2007

Notas soltas sobre cinema

  • As taglines são expressões que servem de subtítulo ao filme. Estas frases – aqui seria bem mais apropriado o uso da palavra inglesa «sentence» - estas frases, dizia, estão para os filmes como as epígrafes estão para os livros: levantam a ponta do véu, criam ambiente, aguçam a curiosidade. Encontram-se nos anúncios promocionais da estreia do filme ou, já depois de lançados em DVD, nas respectivas capas. Nunca vi um filme que ousasse colocar uma tagline no início do filme, mas penso que isso irá acontecer mais dia, menos dia. Por uma simples razão: imagine-se numa sala escura, pronto para ver o filme, e no ecrã aparecia esta frase: «Tom Stall tinha a vida perfeita… até se tornar um herói.». Diga lá, caro leitor, se não ficava mais empolgado com o início do filme [Uma História de Violência]?
  • Numa indústria/arte de excessos, escândalos, papéis épicos e patéticos, cenas inolvidáveis e menos aconselháveis, representações hilariantes e pejadas de "pathos", sempre vai havendo quem faça do low profile a sua imagem de marca. A actriz Catherine Keener é uma dessas excepções. Representa de uma forma muito objectiva, simples, parece ser fácil fazer aquilo que faz. Vi-a em «Queres ser John Malkovich?», «A Intérprete», «S1mOne» e em «Capote». Em todos eles, mesmo quando o filme era mauzito, vi competência, vi sobriedade, vi excelência sempre em actuações em low-profile. Dá gosto ver e apreciar. Além disso, é uma mulher que não tendo uma beleza transcendental, é simples e pragmaticamente bonita. Que também dá gosto ver e apreciar. Quando lhe perguntaram porque não tinha papéis mais marcantes ou porque não concorria para castings de personagens mais destacados, respondeu, simplesmente, que não tinha nascido para ser estrela. É pena.

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2 comentários:

125_azul disse...

Vês? Se calhar é mesmo assim que se é estrela a sério...

Carlos Malmoro disse...

Boa perspectiva ;)

Beijocas