Ele falava. Ele saltava. Ele voava. Ele atirava piropos a viaturas mais bonitas. Ele tinha "emoções". Ele tinha um inimigo de estimação. Ele deitava lume. Ele era "o homem que não existia". Ele podia deslocar-se sem fazer ruído. Ele espalhava óleo na estrada. E eu, na minha inocência, esperava pelas 19 horas de domingo para ver na RTP 1 um carro com estas características, que servia de parceiro a um tipo que dizia estar numa cruzada para proteger os oprimidos e os indefesos dos criminosos que actuam à margem da lei.
Mesmo para quem tinha doze anos, há coisas embaraçosas de se confessar.
Carlos Malmoro

3 comentários:
Não faz mal. Eu também tinha mais ou menos essa idade e esperava por ele, pela mulher biónica (que já voltou), pelos Anjos de Charlie...
Embaraços destes são perdoados aos 12.
beijinhos
Cruzes credo!
Estás a brincar?
Eu falava para o meu relógio..
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