24 junho 2008

Ao que isto chegou

Anda um homem atrás de uma pen que julga perdida.
Anda um homem de 34 anos, já com idade para manter uma certa compostura, a examinar todos os cantos da casa.
Anda um homem com idade para digno, de rabo para o ar, em busca de uma peça informática.
Um homem com estudos, aliás, que estuda ainda, com um emprego a sério, cheio de reuniões na agenda, e tal, respeitado na «praça» e tudo, e anda este homem de cócoras, a humilhar-se por causa de uns pingos de solda a que deram o nome de circuito integrado e que é suposto guardar mais informação que o seu cérebro.
E é assim que se passa uma vida: sem compostura, de rabo para o ar, indigno e humilhado por causa de um bocado de plástico azul.

5 comentários:

Anónimo disse...

compostura...

Carlota disse...

Já vi gente nessas posições por motivos menos nobres, deixa lá...
:)

(Ninguém tem 34 anos!)

Sinapse disse...

looool!

Maria Cardeal disse...

A tua última frase deitaria por terra a reputação de qualquer bom homem.

:)*

Carlos Malmoro disse...

anónimo:
assinatura

carlota,
nem te vou perguntar que motivos são esses. :)~

Pois ninguém tem trinta e quatro anos. Mas 24 há por aí muita boa gente que os tem ;)

Beijocas

marnufrei,
...

sinapse,

beijocas


maria,
o teu´comentário leva-me a um outro sítio: por ser um "mau" homem, essa frase não deita por terra a minha reputação.

As palavras são diabólicas, não são?

;)