26 Abril 2008

Noites certas para certas canções

disarm you with a smile

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send this smile over you


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25 Abril 2008

Marketing

Foi nos anos oitenta, como por aqui já se disse, que a música, e podemos mesmo dizer a arte em geral, começou a viver muito da imagem. Mas não foi só o meio artístico que começou a olhar para a imagem como uma necessidade. Se é certo que os videoclips eram obrigatórios, as capas dos livros e dos discos eram cada vez mais pensadas para serem apresentadas como obras de arte, também os políticos perceberam que para além da ideologia fazia falta uma imagem e um conceito que passasse bem nos media (a eleição de um actor de Hollywood para presidente dos EUA é um bom exemplo). Ou seja, o marketing entrou nas mais diversas áreas da vida pública.
Não se pense, porém, que associar marketing a livros, discos, candidaturas ou eventos desportivos é um mal em si mesmo. Para os puristas que vêem no marketing uma deturpação da verdade que eles e só eles conhecem talvez seja. Mas é bom não esquecer que até os críticos da economia de mercado rendem-se a ele - um conceito do marketing puro e duro (a diferenciação do produto) está presente em todas as obras saramaguianas: a capa é sempre amarela e o título vai buscar a inspiração aos diversos tipos de documentos escritos (manual, ensaio, memorial, história, etc). Na política, penso que Portugal teria perdido um bom primeiro-ministro como Cavaco, se este não tivesse uma boa máquina de marketing por trás. Digo isto porque considero que enquanto pessoa, Cavaco Silva é reservado demais para o tipo de político que os cidadãos da altura exigiam. E, em meu entender, isso ter-lhe-ia sido fatal.
Em suma, a utilização do marketing para melhorar e apresentar como mais apelativa uma ideia ou produto é sempre vantajosa para estes. O que realmente é preocupante é quando o marketing tenta obviar a má qualidade do produto ou ocultar a inexistência da ideia. Mas aí nem o melhor marketing do mundo consegue tal proeza.
Carlos Malmoro

18 Abril 2008

Ele falava. Ele saltava. Ele voava. Ele atirava piropos a viaturas mais bonitas. Ele tinha "emoções". Ele tinha um inimigo de estimação. Ele deitava lume. Ele era "o homem que não existia". Ele podia deslocar-se sem fazer ruído. Ele espalhava óleo na estrada. E eu, na minha inocência, esperava pelas 19 horas de domingo para ver na RTP 1 um carro com estas características, que servia de parceiro a um tipo que dizia estar numa cruzada para proteger os oprimidos e os indefesos dos criminosos que actuam à margem da lei.
Mesmo para quem tinha doze anos, há coisas embaraçosas de se confessar.



PS: parece que ele vai voltar

Carlos Malmoro

02 Abril 2008

A Ronda da Hora do Almoço

  • Parabéns muito, mas mesmo muito, atrasados à Pitucha por mais um aniversário do magnífico "No Cinzento de Bruxelas". Ficar-lhe-ei sempre grato o facto de ter ajudado este blogue que mantenho há quase meia década (com falhas, eu sei, com falhas) a entrar no sistema. Sinceros votos de felicidades à autora e entrego aqui e agora o requerimento para que continue com o excelente trabalho. Peço deferimento.
  • O Mike, outro aniversariante, com o seu blogue quase perfeito, completou um ano de vida blogosférica e pediu-me que escrevesse um texto sobre "Um país quase perfeito". Parabéns pelo excelente trabalho que tem realizado e fica aqui um cheirinho do texto que lhe enviei:

«A Perfeição não existe. Embora seja esta uma verdade universal, penso que é aqui que começa o mal-estar dos portugueses com Portugal – exigem uma nação perfeita. Não exigem que a companheira seja perfeita, até porque dá um certo charme aquele defeitozinho, não exigem que a família seja perfeita, porque todos temos os nossos dias menos bons, e as discussões são sinais de preocupação, e uma palavra em excesso que por vezes escapa é sinal que somos humanos, não exigimos amigos perfeitos, porque uma das provas da amizade é justamente apontar ao amigo as suas imperfeições. E é justamente esta multidão de gente imperfeita, a que eu darei o nome de portugueses, que exige um Portugal perfeito.» (...)

Carlos Malmoro

Nunca digas Nunca

Ora bem, parece que o homem vem mesmo a Portugal e a Espanha no Verão, pelo que, parece, ainda são só suposições, tenho a maior frustação musical da minha vida a poucos meses de ser resolvida - assistir a um concerto de Leonard Cohen. Agora, enquanto se deliciam com o video aí em baixo, eu gostava de deixar esta pergunta no ar: quem teve a infeliz ideia de promover um concerto do senhor Cohen ao ar livre?



Carlos Malmoro