Sacred Love
No videoclip de Sting, Sacred Love, as pessoas que caminham pelas ruas da cidade, em direcção aos seus empregos, vão com os rostos graves e fechados. Imprevisivelmente, uma criança sai-lhes ao caminho e abraça-as. Surpreendidas, as pessoas se num primeiro momento estranham, depois deixam envolver-se e retribuem o abraço. O que depois acontece é que as pessoas começam a abraçar-se umas às outras.
Esta ideia, embora aprazível, padece de duas pechas: a primeira, é que este tema já tinha sido desenvolvido no vídeo dos R.E.M, Everybody Hurts, mas de uma outra perspectiva: o que acontecia é que as pessoas começavam a abandonar os carros cansadas que estavam de esperar num gigantesco engarrafamento, que poderia acontecer em qualquer das nossas grandes cidades. A outra, e a mais importante, é que somos demasiadamente egoístas para partilhar um bom momento. De facto, se semelhante encontro acontecesse com qualquer um de nós, tenderíamos a guardá-lo como uma boa recordação que nos sucedeu num dia cheio de stress, e continuaríamos o nosso caminho, ainda com mais preocupações, visto que o abraço do miúdo nos tinha atrasado.
Carlos Malmoro

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