Um bocadinho de naftalina para estes senhores, sff
A propósito do último texto aqui escrito, um tal de máquina zero, disse o seguinte: «O problema é se um dia não te deixam lá entrar..». Pois, a asneirola do costume.
No entanto, este comentário revela muito acerca da mentalidade da pessoa que o escreveu. E também revela muito da mentalidade de alguns portugueses. Uma mentalidade fechada, que não tem o mínimo gosto em conhecer coisas novas, de ver novas perspectivas, que tem receio a tudo o que é diferente. Uma mentalidade bafienta, que argumenta que Portugal é para os portugueses e que proclama o orgulhosamente sós.
Enfim, uma mentalidade de mono. Mas uma mentalidade que se esquece que muito do que é hoje Portugal tem as suas mais profundas e fortes raízes no espírito de dar novos mundos ao Mundo, na coragem da diáspora e na facilidade de adaptação a novas situações. E mais importante, que o País só engrandeceu quando se abriu ao exterior.
Portugal esteve assim meio século. Fechado, em morte cerebral, na penumbra. Como sou uma alma caridosa e solidária, a estas pessoas, que parecem tanto simpatizar com os 'gloriosos' tempos da velha senhora, só gostaria de lhes oferecer uma máquina do tempo, programada para retroceder cinquenta anos, sem possibilidade de voltar ao tempo em que vivemos. De certeza que seriam muito mais felizes no tempo da Fátima, Fado e Futebol. E eu não tinha de aturar tantos disparates.
Carlos Malmoro

8 comentários:
Assim se vâ a "providencial" tolerância portuguesa e os brandos costumes. Agora que começámos a ser um país de imigrantes é que se vai ver como o português é tão amiguinho...
Tens toda a razão. Qualquer dia, vêm aí os defensores da pureza da raça e outras tretas do género. Haja paciência para os aturar.
Claro. Aliás, espero que rapidamente consigamos chegar ao nível dos franceses, um país que também só se engrandeceu quando se abriu ao exterior. Claro, aquele mau hábito de deitar fogo a centenas de carros, é um pouco chato. Mas é preciso ver as coisas pela sua parte positiva: criam empregos, para bombeiros e polícias..
Máquina Zero: você é o cúmulo da desonestidade intelectual. Quer comparar a cultura brasileira com a muçulmana? Que comparar o nível de afinidade cultural, histórico e antropológico que existe entre os portugueses e os brasileiros? Quer comparar a arrogância da França para a de Portugal (que eu sei que também existe). Finalmente, quer comparar Vila de Rei com Paris?... agora vou ser eu desonesto intelectualmente: por que razão você não vai para Vila de Rei ganhar 400€?
'...para ter uma ideia mais realista do que é o resultado de imigração sem controle...' Quer plano de imigração com mais controlo do que o de Vila de Rei?
'Se os forem buscar ao Sudão, até trabalham só por comida.' Quer melhor integração, com escolas para os filhos, um contrato de renda de casa, etc, do que em Vila do Rei?
'Olhe para o Japão, que tem uma das mais altas espectativas de vida e se recusa a aceitar imigrantes.' No Japão há aquela mania de se trabalhar 16 horas/dia, o que eu também desejo arduamente para mim e para os meus. Não viver; trabalhar apenas. Sacrifício durante a vida toda a «bem da nação». 'Soluções, há.' Só lhe peço uma coisa: indique-me uma que possa servir Vila de Rei (que é isto que estamos a tratar).
PS:
1)não considero o povo brasileiro irmão, apenas com mais afinidades por causa da língua e da cultura: sei perfeitamente que o povo brasileiro é, por exemplo, um povo alegre, ao contrário do português.
2) Eu sou um livro aberto: comigo pode sempre aprender a minha desonestidade intelectual. De borla.
3) Em que é que a Igreja católica é para aqui chamada?
4)'Expectativas' é assim que se escreve.
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