Da humanidade
Dois homens despedem-se dos familiares, antes de estes entrarem para o bloco operatório. Sentam-se na sala de espera, mas levantam-se e sentam-se e andam para trás e para a frente. Contrariamente ao seu quotidiano, os segundos parecem horas. Os olhares reconhecem-se. Um par de horas antes, um e outro tinham esbracejado por causa de uma prioridade numa rotunda. Naquele momento de desamparo e de impotência, apenas dizem simultanemente:
- Quer tomar alguma coisa?
Um desses homens era eu e acabámos a tomar um café.
Carlos Malmoro

3 comentários:
Estás a sofrer. Que acabe depressa. Abraço.
Um beijo e que tudo esteja bem.
Com um bigado pela força dentro da beijoca que vos dou.
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