23 julho 2006

O que realmente se passa (ii)

...no Médio Oriente:

Não há guerras justas. Se ainda ninguém disse isto, afirmo-o agora. Se alguém já o disse, resta-me assinar por baixo. Enquanto se continuar acreditar que alguma das partes do conflitos é inocente, não há paz possível.

Olho para Israel, e vejo um país que, temendo a sua comunidade ultra-ortodoxa, e baseando-se na Tora, continua a alienar território a outros países (Líbano incluído), para os colunatos, sem olhar às inúmeras resoluções da Onu em sentido contrário.
Olho para os países islâmicos circundantes e vejo escolas de terroristas, pobreza onde poderia existir bem-estar proporcionado pelo petróleo, homens-bomba e corrupção, muita corrupção a todos os níveis, através dos petrodólares.

Resultado: terrorismo suicida versus terrorismo de estado. E se o resultado é este, não pode mesmo haver virgens ofendidas...
Carlos Malmoro

4 comentários:

Anónimo disse...

Caro Senhor,

A sua análise sobre a crise no Médio Oriente, parece-me demasiado superficial...
Israel, foi criado artificialmente, tendo os territórios necessários à sua implantação como estado, sido roubados aos palestinianos. Os Israelitas não têm qualquer direito, sequer às terras que ocupam e a que dão o nome de pátria... Simplesmente, não lhes pertencem.
Se os palestinianos reivindicam o que lhes foi roubado pelos judeus, têm todas as razões e mais algumas para o fazerem. Se existem homens-bomba e escolas de terroristas, como o senhor lhes chama, é devido à hipocrisia com que o dirigentes mundiais, subjugados pelo poder americano, continuam a apoiar Israel.
Já ouviu falar de Sabhra e Chatihla? Sabe o que se passou em como Sharon ordenou a destruição desses campos de refugiados, matando 2000 inocentes? Crianças de colo, meninos em idade escolar, velhos, doentes, serão terroristas?
Há tempos dei uma olhadela a um site da OLP, e foi horrível olhar as fotos do resultado dos atentados terroristas, que Israel tem levado a cabo na Palestina, com mísseis disparados de helicópteros... foi terrível ver nalgumas dessas fotos, o conteúdo da caixa craniana de alguns dos visados, espalhado por uma dezena de metros,... e um olho ali... um pedaço do que tinha sido a carinha de um menino, mais além! Simplesmente revoltante!
Não acha que há também escolas de terroristas em Israel? Eu acho... o terrorismo de estado, aprende-se em Israel, nas escolas. Incute-se nos jovens, o ódio aos palestinianos e aos muçulmanos em geral.
Então porque razão os Palestinianos não podem pagar na mesma moeda? Porque razão, uns são terroristas e os outos as eternas vítimas? Nem quero aqui referir-me ao chamado holocausto, mas parece que os judeus não tiraram dele nada, a não ser um desejo sórdido de vingança... também é máxima biblica, o "olho por olho, dente por dente..." Enfim...
Ja agora convem esclarecer que nem na Palestina nem no Líbano existe petroleo... Os países árabes que movimentam os tais petrodólares são lacaios dos USA, e é melhor nem falarmos de corrupção, pois em Israel, tudo se move à sua volta...

Carlos Malmoro disse...

Pois...o Sr. ainda é daqueles que acreditam na inocência de qualquer uma das partes. «Países islâmicos circundantes a Israel» não são só Palestina e Líbano. E tenha, eu já não digo a coragem, porque aqui neste sítio todos podem ter voz,e tenha, dizia eu, a simpatia, ou a educação, ou o bom gosto, de se identificar. É que aqui, cultiva-se o prazer dos pontos de vista diferentes.

Anónimo disse...

Sr Carlos "Malmoro" (é este o seu apelido?!), E se eu me identificar como "isthar moloch"? Estarei no meu direito, não acha? Não é nome de gente? Malmoro é?

Sr Malmoro, apercebo-me que o sr. pode não acreditar na inocência de qualquer uma das partes... mas diviso através dos seus posts, uma subterrânea simpatia por Israel, enfim, o holocausto, não é?
o Sr. faz ideia do que seja viver numa cidade pacata, ser um rapaz de 15 anos, uma mulher de 30, um velho de 80, e um dia, ao passear na rua calmamente, ao entardecer, milhares de toneladas de bombas caírem do céu, sobre a sua pacata cidade, e devido à sua deflagração, pelos incendios brutais por ela causados, o sr. ficar colado ao alcatrão da rua enquanto tentava fugir daquele Inferno, e arder como uma tocha viva, contorcendo-se em agonia para além de atroz, transformando-se num monte de ossos queimados, retorcidos e pouco mais?... DRESDEN, sr Malmoro, DREEEEEESDEN!!!! NÃO SIGNIGFICA NADA PARA SI OU OUTROS COMO O SENHOR, NÃO É VERDADE? NAO FOI CRIME DE GUERRA, POIS NÃO?
Sr. Malmoro, ora, sr Mamoro...

Chega de hipocrisia, sr. Malmoro!!!

ishtar moloch

Carlos Malmoro disse...

Sr. Moloch:
1) Malmoro é um apelido italiano que utilizo enquanto pseudónimo. Dá-me permissão que o faça?
2)A subterrânea simpatia, que eu tinha, era pela causa palestiniana. Se tiver tempo, leia os mais de 400 posts que eu já escrevi aqui. Imagino que não tenha tempo para isso e prefira chamar-me de hipócrita, sem mais;
3)Há uns anos, depois de PENSAR, deixei de apoiar a qulaquer uma das partes: ambos têm as mãos sujas com muito mas muito sangue inocente;
4) Como ateu que sou, baseio no bom-senso e na razão a minha opinião.
5) Não necessita de vir para aqui dar-me lições de História
5) Sabe em quem realmente acreditona Palestina e em Israel?

«Esta já não é uma guerra entre israelitas e palestinianos(...). As sondagens nos Territórios Palestinianos e em Israel mostram que setenta por cento de ambas as populações são favoráveis ao cessar-fogo, ao Roteiro para a Paz e à coexistência de dois Estados soberanos.» Corriere Della Sera, Milão, 14/8/2003.»

São nestes 70% de população que devem estar fartos de ver sangue que eu realmente acredito