Por favor, não leia este texto
Imaginem que este texto não existe. Imaginem que este vídeo não existe. Imaginem um espaço em branco e, mesmo que impossível, um absoluto silêncio. Imaginem, ainda, um homem de idade que já tudo disse o que sobre o amor havia para se dizer. Imaginem que este homem além de o dizer, também o cantava. Descansem a imaginação, por favor.
Voltem a imaginar esse homem que tudo sabe sobre o amor. Imaginem que o concerto da minha vida será aquele que nunca irá acontecer – o homem que tudo sabe sobre o amor já não dá espectáculos. Imaginem que esse homem escreve letras que são poesias e também escreve poemas que por vezes são letras. Imaginem que esse homem teve como crítica ao seu primeiro livro seu «Depois de o ler, tive de fazer uma lavagem cerebral». Imaginem que esse homem continuou por mais 50 anos a escrever livros e canções. Imaginem que essa Obra foi candidata ao Prémio Nobel da Literatura pelo seu país. Parem de imaginar para construírem uma imagem do que foi pedido.
Imaginem uma voz. Uma voz simples e complexa, rouca e terna, quente para o amor e implacável com o mundo. Imaginem uma voz que é capaz de nos esclarecer o significado de uma palavra só por dizê-la, e imaginem ainda que, pronunciando a mesmíssima palavra, é capaz de nos dizer exactamente o seu contrário. Imaginem uma voz com as cordas vocais no coração. Imaginem que este texto não existe, imaginem que este vídeo não existe, mas não deixem nunca de saber que «A Voz» existe. E imaginem o absoluto silêncio para a escutarem: Senhoras e Senhores, Mr. Leonard Cohen
Voltem a imaginar esse homem que tudo sabe sobre o amor. Imaginem que o concerto da minha vida será aquele que nunca irá acontecer – o homem que tudo sabe sobre o amor já não dá espectáculos. Imaginem que esse homem escreve letras que são poesias e também escreve poemas que por vezes são letras. Imaginem que esse homem teve como crítica ao seu primeiro livro seu «Depois de o ler, tive de fazer uma lavagem cerebral». Imaginem que esse homem continuou por mais 50 anos a escrever livros e canções. Imaginem que essa Obra foi candidata ao Prémio Nobel da Literatura pelo seu país. Parem de imaginar para construírem uma imagem do que foi pedido.
Imaginem uma voz. Uma voz simples e complexa, rouca e terna, quente para o amor e implacável com o mundo. Imaginem uma voz que é capaz de nos esclarecer o significado de uma palavra só por dizê-la, e imaginem ainda que, pronunciando a mesmíssima palavra, é capaz de nos dizer exactamente o seu contrário. Imaginem uma voz com as cordas vocais no coração. Imaginem que este texto não existe, imaginem que este vídeo não existe, mas não deixem nunca de saber que «A Voz» existe. E imaginem o absoluto silêncio para a escutarem: Senhoras e Senhores, Mr. Leonard Cohen

5 comentários:
Ah, um clássico! :))
Continuo o imaginar...
Beijos
Um enorme clássico, Sinapse.
E aproveita também para escutar, Pitucha. ;)
Beijocas
Adoro o Leonard! E o teu texto, senhores, este texto!!! Ainda bem que o blogger já me deixa comentar outra vez! Sou a 125azul, ele deixa mas exige que agora eu passe a arara. Beijinhos
125azul:
Se para a maioria «A Voz» é Sinatra para mim é Cohen.
Ainda a braços com problemas com o #$"#$%" do Beta? Beijocas
Enviar um comentário