Existe um centro sem trânsito e, à sua volta, existe ainda o centro mas já com trânsito. Depois existe um anel de habitações, escolas, comércio e equipamentos de lazer. As vias-férreas, as circulares que distribuem o trânsito e as entradas/saídas das auto-estradas formam um outro círculo. Finalmente, existe a cintura industrial e estamos de volta à paisagem de montanha, salpicada com pequenas aldeias.
Guimarães é um exemplo de ordenamento do território. Como acima descrevi, as várias componentes da cidade estão organizadas de modo correcto. E a organização de uma cidade influi em muito na qualidade de vida que oferece aos seus cidadãos. E Guimarães prova-o, sendo das cidades portuguesas com mais qualidade de vida. Porque, como é óbvio, não ter uma auto-estrada a atravessar uma zona residencial ou uma fábrica colada a uma escola faz diferença.
Estas observações não foram feitas por nenhum entendido em matéria paisagística. Não o sou. Mas basta subir à Penha – de carro, para os adictos do conforto como eu; a pé ou de bicicleta, para os indefectíveis da Natureza; ou de teleférico, para os aventureiros – mas basta subir à Penha, dizia, para se confirmar, com uma simples olhadela à cidade, que ela prima em se mostrar muito organizada. Se em Guimarães nasceu Portugal, era bom que em Portugal começassem a nascer mais cidades como Guimarães: arrumadas.
Para finalizar, quero esclarecer que não falei na importância cultural do seu centro ou na relevância histórica do seu Castelo por uma razão muito simples: dissertar sobre um Património Cultural da Humanidade ou sobre o Berço de uma Nação não é matéria que se possa explanar num único post. Ficam, por isso, as fotos.Carlos Malmoro

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