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Carlos Malmoro
Pertenço a um género de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho. Opiário - Álvaro de Campos carlos.malmoro@gmail.com
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que, se a autora mo permitir, assino por baixo. Aqui.
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Ter a certeza que a vida é demasiado grande para nós, mas que nós somos imensamente mais sensatos que o seu absurdo.
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Depois de ver o outro cartaz em Lisboa, Daniel Campelo também quis mandar alguém embora.

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nasce-se de dentro para fora
para mais dentro cresce-se
e de fora para dentro morre-se
é assim que esta serra é continuamente morta
dando o seu sangue transparente
os pulmões de Deus e as sílabas do silêncio
é assim também que o mistério cresce
internando-se no coração do tempo
e é assim que eu me vou nascendo
batendo com os dedos pequenas interrogações
à porta do grande silêncio das palavras
intáctil genesiacamente mudo
no tempo em que eu fui um dedo de Deus
(aquele que Miguel Ângelo pintou)
eu vi Ele próprio criar-se
usou muito silêncio e mistério
o que sobrou colocou nesta serra
Pedro Sena Lino, [o ilimite do verde], incluso na colectânea Malcata 7 Geografias, Alma Azul
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«Há homens
que deveriam ter montanhas
para lhes eternizar os nomes.
As lápides não são suficientemente altas
nem verdes,
e os filhos vão para longe
para se libertarem do punho
que a mão dos seus pais sempre há-de parecer.
Tive um amigo:
viveu e morreu em absoluto silêncio
e com dignidade,
não deixou livro, ou filho, ou amante que o chorasse.
Isto não é uma canção de lamento
mas apenas um nomear
desta montanha por onde caminho,
fragrante, obscura, e delicadamente branca
sob a palidez da névoa.
A esta montanha dou o seu nome.»
Leonard Cohen - Poemas e Canções vol I - Relógio d'Água
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