Perspectivas XX
A música é a prisão livre do som.
Carlos Malmoro
Pertenço a um género de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho. Opiário - Álvaro de Campos carlos.malmoro@gmail.com
A música é a prisão livre do som.
Carlos Malmoro
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O sonho é a alma gémea do destino.
Carlos Malmoro
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A guerra é a brisa constante da dor.
Carlos Malmoro
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Passei a tarde toda com um amigo holandês que quer vir morar para Portugal. Andei com ele nas burocracias. Ao fim da tarde, fomos tomar um café a Viana. Diálogo com a cidade aos nossos pés:
Ele: Eu não compreendo os portugueses.
Eu: Porquê?
Ele: Vocês têm uma paisagem, um sol e as mulheres mais bonitas da Europa...
Eu: E?...
Ele: E eu não compreendo como é que vocês, com tanta beleza, se foram apaixonar por papéis e burocracia...
Eu:...erghh...ah...nem nós...
Carlos Malmoro
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22:36
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Humanidade não rima com bom senso.
Carlos Malmoro
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com a capacidade de motivar através da desmotivação.
(clique para aumentar)
A minha motivação favorita:
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«Do rio que tudo arrasta se diz que é violento / Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.»
«Infeliz do país que precisa de heróis. »
«Primeiro levaram os negros
Mas eu não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas eu não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas eu não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora levam-me
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.»
Bertold Brecht
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17:38
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Quando aos dez anos se ama uma criança de um ano, é-se internado num estabelecimento psiquiátrico.
Carlos Malmoro
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Na senda alguns testes feitos na Internet, mas que propositadamente não publiquei, porque a exposição do ridículo também tem limites, deixo-vos com o meu resultado de Como são realmente os seus beijos?, que afirma que os meus beijos são originais. A pergunta que se impõe: isso significa exactamente o quê?
Carlos Malmoro
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O engenho aguça a necessidade.
Carlos Malmoro
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16:27
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No dia em que passa um centenário sobre o nascimento de Samuel Beckett, as páginas dos jornais trazem isto: 119 deputados saíram para férias e já ninguém pôde votar: Oito propostas do Governo e um voto de protesto do CDS/PP contra o encerramento das maternidades de Barcelos, Santo Tirso e Bragança ficaram ontem, véspera de férias de Páscoa, por votar no Parlamento por falta de quorum de deputados. Dos 230, estavam no plenário apenas 111 parlamentares, quando são necessários, no mínimo, 116 para se poder proceder a votações. Percebo agora que aquele «Tentar de novo. Falhar de novo. Falhar melhor.» foi escrito a pensar em Portugal. Carlos Malmoro |
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22:17
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A melhor forma de se levar a vida de adulto é agir como uma criança.
Carlos Malmoro
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22:53
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| We went into town on the tuesday night Searching all the places that you hang about We’re looking for you In the back street cellar dive drinking clubs In the discotheques and the gaming pubs We’re looking for you You will pay the price for my own sweet brother And what he has become And a hundred other boys and girls And all that you have done We picked up the trail at the seven crowns One of your cronies - he was doing your rounds We followed him Just a silhouette figure up market pass Where the headlamps shine on the broken glass We followed him Over the bridge by the old canal Where the shadows dance on the lighted wall He stopped to light up a cigarette And we dived into a doorway No police, no summons, no courts of law No proper procedure, no rules of war No mitigating circumstance No lawyers fees, no second chance There are lasses getting trouble on their own home beat There are old folk battered in the open street In this city of ours There are eyes that see but say nothing at all There are ears that hear but they don’t recall In this city of ours So we followed your man back to your front door And we’re waiting for you outside’cos not everybody here is scared of you Not everybody passes on the other side No police, no summons, no courts of law, no courts of law No proper procedure, no rules of war No mitigating circumstance No lawyers fees, no second chance And we could spent our whole lives waiting For some thunderbolt to come And we could spent our whole lives waiting For some justice to be done Unless we make our own No police, no summons, no courts of law No proper procedure, no rules of war No mitigating circumstance No lawyers fees, no second chance Carlos Malmoro The Hunt - Sepultura |
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Carlos Malmoro
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A mulher mais traumatizada pelo mau tempo que conheço, lançou um desafio: tratava-se de, através de um excerto do texto, descobrir se tinha sido um homem ou mulher a escrevê-lo. Vinha isto a propósito de saber até que ponto existia uma separação de águas entre escrita feminina e masculina. Pedindo permissão para a utilização da ideia (espero que não seja propriedade industrial como as ideias da Guidinha Rebelo Pinto), lanço o mesmo desafio mas noutros moldes: quem obteve as seguintes críticas a um livro seu – um homem ou uma mulher? (deixo em inglês por impossibilidade de tradução de algumas palavras / expressões) «This is among other things the most revolting book ever written in (...)» «I have just read the new novel and I’ve had to wash my mind.» «Verbal masturbation.» «We’ve overdrive and overkill and now we have oversex.» «At it’s best (...) is a sluggish stream of concupiscence exposition of nausea» Boa Sorte. Carlos Malmoro |
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Track 1 - It's difficult. It's very tough. I said to the man who'd been sleeping rough / I wondered when this would be over /And at home we are all so guilty-sad / Now, I'm sitting pretty down on the bank /Life shuffles past at a low interest rate / In the money-coloured meadows / And all the interesting shadows / They leap up, then dissipate / Easy Money / Rain it down on the wife and the kids / Rain it down on the house where we live / Rain it down until you got nothing left to give /And rain that ever-loving stuff down on me. Track 2 - In two more years, my sweetheart, we will see another view / such longing for the past for such completion / What was once golden has now turned a shade of grey / I've become crueler in your presence / They say: 'be brave, there's a right way and a wrong way' / This pain won't last for ever, this pain won't last for ever / Two more years, there's only two more years / Two more years, there's only two more years / Two more years so hold on Track 3 – Rosemary / Oh heaven restores you in life / I spent a lifespan with no cellmate / The long way back / Sandy, why can't we look the other way? / You're weightless, semi-erotic / You need someone to take you there / Sandy, why can't we look the other way? / Why can't we just play the other game? / Why can't we just look the other way? Track 4 - It's the only way of getting out of here / This is the modern way / Of faking it everyday / And taking it as we come / And we're not the only ones / Is that what we used to say / This is the modern way / This is the modern way Track 5 - With one hand you calm me / With one hand I'm still / People are fragile things, you should know by now / Be careful what you put them through / People are fragile things, you should know by now / You'll speak when you're spoken to Track 6 - The magicians secrets all revealed / And the preachers lies are all concealed / And all our heroes lack any conviction / They shout through the bars of cliche and addiction / So i've got to go / I've got to go, so here i go / I'm going to run the risk of being free // And in this drought of truth and invention / Whoever shouts the loudest gets the most attention / So we pass the mic and they've got nothing to say except: / "Bow down, bow down, bow down to your god" / Then we hit the floor / And make ourselves and idol to bow before, // Well i can't / And i wont / Bow down /Anymore.// No more. Track 7 - people say that you'll die faster than without water, but we know it's / just a lie, scare your son, scare your daughter / now here's the sun, it's alright! now here's the moon, it's alright! / now here's the sun, it's alright! now here's the moon, it's alright! but everytime you close your eyes, lies! (…) Carlos Malmoro |
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23:57
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Um destes dias vou deitar-me com Couves & Alforrecas.
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A humildade é a suprema vaidade.
Carlos Malmoro
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disparatem, que laborem em erro! Enganarmo-nos é o único privilégio humano frente a todos os outros organismos! Quem erra, chega à verdade! Sou ser humano precisamente porque erro.Ainda ninguém chegou a uma verdade qualquer sem antes se ter enganado catorze vezes, ou talvez cento e catorze, e isso é um mérito, neste sentido. Mas não, nem sequer sabemos errar por nossa nossa própria cabeça! Diz-me um disparate, mas à tua maneira, aí dou-te um beijo. Um disparate nosso, à nossa maneira, é quase melhor que uma verdade alheia: no primeiro caso, somos seres humanos, no segundo somos passáros! Não é a verdade que foge de nós, mas é muito mais fácil dar cabo daquilo que é realmente vida: há exemplos disso. O que somos nós, agora? Todos nós, todos sem exclusão, em termos de ciência, de desenvolvimento, de pensamento, de descobertas, de ideais, de desejos, de liberalismo, de razão, de experiência, de tudo, tudo, tudo, tudo, andamos ainda no primeiro ano do liceu! Tomámos o gosto de nos satisfazermos com as ideias alheias, ganhámos esse hábito! Não é verdade? Não é verdade o que eu estou a dizer? - gritava Razumíkkhin, sacudindo e apertando os braços das duas mulheres. - Não é verdade?»
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00:18
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Não creio. Sou a favor da Interrupção Voluntária da Gravidez. Defendo o uso do preservativo. Considero que a vida, se estiver a causar unicamente sofrimento, possa ser interrompida. Estas são as minhas convicções. As convicções do senhor Wojtyla eram diferentes. Ainda bem que as defendeu: uma pessoa que não defende as suas convicções, só porque a maioria possa estar contra elas, é vulgarmente chamado de cobarde, cacique, oportunista, enfim, por aí... Apenas registo, passado um ano da sua morte, o legado que ele deixou: esteve contra o comunismo e o nacional-socialismo, vulgo, nazismo, estava agora contra o capitalismo neo-liberal; aproximou-se dos jovens, mas não deixou de prescindir de mostrar que a velhice, mesmo sofrida, é uma parte da condição humana,i.e.,resistiu à tirania da juventude que neste mundo assume proporções cada vez mais surrealistas - aos 45 anos, uma pessoa já não é válida para trabalhar... Praticou o ecumenicismo, abrindo a Igreja ao diálogo com outras religiões, deixou o conforto do Vaticano e viajou pelo mundo inteiro, desde a mais cosmopolita das cidades ao mais inóspito sítio; foi um pregador incansável da paz, nunca renengando que existem certos momentos na vida que a força possa ser usada para libertar o Homem (ele foi o primeiro líder internacional a denunciar que a população muçulmana de Sarajevo estava sob cerco e que todos os meios eram válidos para prevenir o genocídio). Há um ano, muitos elogios se ouviram. Aquele que eu considerei mais correcto, na altura, foi proferido pelo Presidente da Comunidade Islâmica Portuguesa: «João Paulo II foi o Papa dos crentes e dos não crentes.» Hoje, com a boçalidade da questão dos cartoons na agenda, talvez não fosse permitido a um líder muçulmano tal liberdade. Agora que passa um ano sobre a sua morte, e uma vez que não sou crente, apenas desejo que descanse em paz e que a forma como percorreu a vida inspire a vida de certos cowboys que andam pelo mundo a provocar a morte. Infelizmente, sei que este meu último desejo não se realizará... Carlos Malmoro PS: É impressão minha ou Karol Wojtyla conseguia ser mais enfático com uma palavra, dita distorcidamente por causa da doença, do que Bento XVI numa encíclica inteira? |
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Carlos Malmoro
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23:44
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Estou velho para isto. Para este correr sem saber muito bem para onde. Para este trânsito raivoso. Para esta ditadura da beleza, do ser fixe, do estar sempre ‘feliz’, do rebanho, dos sítios in, da estereotipação dos gostos. Estou velho para sentir a necessidade de mudar de telemóvel de seis meses em seis meses, só para poder dizer que amo via imagem, e estou velho para ver quatro horas de telelixo diário. Estou velho para a literatura light e para a literatura não-emocional, ou, se preferirem, asséptica. Estou velho para ‘ler’ poesia em videopoemas e em infopoemas e para me aperceber que os versos da poesia pós-moderna são meros aforismos. Estou velho para não ter a liberdade de dizer os clássicos sem que me chamem snob e para ser obrigado a dialogar num dialecto qualquer - que eu não conheço - onde existem as palavras 'prontos', 'quaisqueres', 'fostes',... Estou velho para os créditos a cinquenta anos, para os «dinheiro’s já» e envelheço cem anos quando ouço a expressão «produtos financeiros de alta rentabilidade». Estou velho para as promessas do governo, da oposição, para as reivindicações sindicais e patronais, para o «agora é que é», para o endeusamento da economia, para as «reformas estruturais» e para os «temas fracturantes». Estou velho para escutar os críticos de tudo e de nada, para os críticos dos críticos, para seguir as profecias do Prof. Marcelo, Pacheco Pereira, Miguel Sousa Tavares e quejandos, e tomar as suas declarações como verdades iluminadas. Enfim, estou velho para a falta de bom senso. E depois vens tu e dizes «o teu mundo de afectos é muito bonito», rejuvenesço e fazes-me perceber que as pessoas são elixir da eterna juventude. Carlos Malmoro |
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Carlos Malmoro
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03:23
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...há curvas tão apertadas que, por impulso, me levam a ligar o pisca. Já conheci pessoas assim. Apertadas.
Carlos Malmoro
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Com um obrigado à S. com Z, por me ter enviado isto, aqui fica: |
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23:46
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Diz-se que há males que vêm por bem. Mas são infinitamente mais os bens que vêm por mal.
Carlos Malmoro
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19:20
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- Eu sou assim: digo aquilo que penso.
- Devias ser assado: pensar naquilo que dizes.
Carlos Malmoro
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19:18
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Hoje tenho algumas estantes com livros. Muitos livros. Não dão para forrar as paredes de casa na sua totalidade nem vão até ao tecto. Mas já vão estorvando e tirando rendimento mensal. Não cumpri a minha promessa de lê-los a todos. Alguns porque são de consulta, outros porque, muito honestamente, desiludiram-me. Mas ainda tenho trinta e um anos, e a possibilidade de ler e ter tantos livros como o Professor ainda não se pode dar como perdida. Já não digo o mesmo em relação à sua sabedoria. Mas não podemos ter tudo, não é?
Carlos Malmoro
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Diz-se que dá deus nozes a quem não tem dentes. Também não é menos verdade dizer que dá deus dentes a quem não tem nozes.
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Depois de um dia de trabalho destes, a palavra que mais me irrita ouvir é «Carlos».
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And the mercy seat is waiting / And I think my head is burning / And in a way I'm yearning / To be done with all this measuring of truth. / An eye for an eye / And a tooth for a tooth / And anyway I told the truth / And I'm not afraid to die. / And the mercy seat is burning / And I think my head is glowing / And in a way I'm hoping / To be done with all this weighing up of truth. / An eye for an eye / And a tooth for a tooth / And I've got nothing left to lose / And I'm not afraid to die. / And the mercy seat is glowing / And I think my head is smoking / And in a way I'm hoping / To be done with all this looks of disbelief. / An eye for an eye / And a tooth for a tooth / And anyway there was no proof / Nor a motive why. / And the mercy seat is smoking / And I think my head is melting / And in a way I'm helping / To be done with all this twisted of the truth. / A lie for a lie / And a truth for a truth / And I've got nothing left to lose / And I'm not afraid to die. And the mercy seat is melting / And I think my blood is boiling / And in a way I'm spoiling / All the fun with all this truth and consequence. / An eye for an eye / And a truth for a truth / And anyway I told the truth / And I'm not afraid to die. / And the mercy seat is waiting / And I think my head is burning / And in a way I'm yearning / To be done with all this measuring of proof. / A life for a life / And a truth for a truth / And anyway there was no proof / But I'm not afraid to tell a lie. And the mercy seat is waiting / And I think my head is burning / And in a way I'm yearning / To be done with all this measuring of truth. An eye for an eye / And a truth for a truth / And anyway I told the truth / But I'm afraid I told a lie. |
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O meu pior dia da semana não é a Segunda-Feira. Considero-a, antes, o início do fim da semana – tem-se sempre de começar por algum lado. A Terça-feira serve para embalar e, além disso, por motivos pessoais, é um dia especial. Quarta-Feira: chega-se ao fim do dia e sabe-se que mais de metade da semana está cumprida. É um primeiro alívio. Sexta-feira: tudo está consumado. Quinta-feira – o empecilho da quinta-feira. É o pior dia da semana. É o estorvo que está entre o meio e o fim-de-semana. É um dia chato. É aquele dia em que o trabalho corre sempre mal. É o dia em que, se somos empregados, o chefe começa por nos dizer: «Bom dia e que bela merda de trabalho você tem aqui.»; e é o dia em que, se somos patrões/chefes os empregados acabam sempre por fazer aquelas merdas que julgávamos impossíveis de serem realizados por humanos com [suposta] inteligência. As quintas estão enguiçadas, sempre desconfiei, e cada vez tenho mais certezas disso. Nem quando o dia de S. Receber calha numa quinta feira, ela é menos penosa. Por outro lado, os colegas parece que estão mais irritantes do que nunca - mesmo aquela colega simpática do escritório, aquela que quando queremos aliviar um pouco a tensão a convidamos para o café, anda completamente carrancuda e deixou o sorriso colgate guardado dentro da respectiva pasta dentrífica. Eu sei que tudo isto é uma embirração e uma estúpidez. Mas que outra coisa é a quinta-feira, senão um dia embirrento e estúpido? Carlos Malmoro |
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22:38
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«Se a natureza é a arte de Deus, a arte é a natureza do homem. » J. A. Pina
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19:49
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| «Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.» Ricardo Reis «Encher o vazio com nada.» e.e. cummings «Tantos nomes que não há para dizer o silêncio - » Herberto Helder «Vaza-me os olhos: continuarei a ver-te. Tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te.» Rainer Maria Rilke «Possam estes sinais permanecer Quando tudo for ruínas outra vez.» W. B. Yeats «Pensamento meu, Quando me levarás onde te envio eu?» Anónimo «No mundo há só um templo: o corpo humano. É no céu que tocamos quando tocamos num corpo humano.» Novalis «Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar» Luís Vaz de Camões «Quando a pátria que temos não a temos Perdida por silêncio e por renúncia Até a voz do mar se torna exílio E a luz que nos rodeia é como grades» Sophia «A razão de eu escrever É fazer algo Tão belo como tu» Leonard Cohen Carlos Malmoro |
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Uma pessoa foi morta. |
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Fui alvo de uma tentativa de phishing aos dados da minha conta no banco norte-americano Chase Bank.Só que há aqui um 'pequeníssimo' pormenor que escapou aos artistas que tentaram fazer isto: não tenho lá conta (nem nunca tinha ouvido falar em tal instituição)..Estes piratas informáticos de hoje não valem um cêntimo...Carlos Malmoro
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A maior dificuldade dos empregados de limpeza daquele museu era distinguir o que era arte do que era lixo.
Carlos Malmoro
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...fica aqui um excerto do romance «A Vida e o Tempo de Michael K.». de J. M. Cotzee: «Não é vergonha nenhuma ser um simples de espírito. Eles costumavam deter os simples de espírito antes dos outros. Agora têm campos para crianças cujos pais andam fugidos, campos para pessoas que estrebucham e deitam espuma pela boca, campos para pessoas com cabeças grandes e para pessoas com cabeças pequenas, campos para pessoas visivelmente sem recursos, campos para desempregados da agricultura, campos para pessoas que se encontram a viver junto dos canos de esgoto, campos para prostitutas, campos para idiotas, campos para pessoas que se esquecem dos seus cartões em casa, campos para pessoas que vivem nas montanhas e fazem explodir pontes durante a noite. Talvez seja verdade que já é suficiente estar fora dos campos, fora de todos os campos ao mesmo tempo. Quantas pessoas restam que não estão detidas, nem de guarda ao portão?» Na Jugoslávia, no tempo de Milosevic, eram poucos aqueles que nem estavam detidos nem de guarda ao portão. Nem numa vala comum... Carlos Malmoro |
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Carlos Malmoro
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E aos 14 dias do Mês de Março do ano da Graça de 2006, C. decreta: «Já se vêm alguns decotes: está aberta a caça.»
Carlos Malmoro
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| Quando o clamor pela justiça se esbater Na deriva dos ecos do silêncio, e os sonhos De liberdade forem agrilhoados à vertigem Do ter; Quando a dor, a tristeza, a morte E a fome se revelarem como destinos últimos Da poesia, e os regressos quedarem-se como Delírios por não existir ponto de partida; Quando A memória for trocada por um fotograma, a Imaginação tiver como matriz o bite e a alma Decifrada em códigos de barra; Quando o último Anjo da morte tomar o poder e desaparecer O derradeiro espírito da estirpe que caminha Na senda do elemento onírico; Nesse dia, desesperadamente, entenderemos Que o silêncio é o mais violento dos discursos. Carlos Malmoro |
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Carlos Malmoro
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«A Direcção-Geral da Saúde fez uma lista das cem mil pessoas "fundamentais para o país" e encomendou medicamentos antivirais para as proteger em caso de uma pandemia de gripe. Pelos cargos que ocupam, estes portugueses serão capazes de "manter as estruturas básicas do país a funcionar". É caso para perguntar: quem são os indispensáveis?» DN, 11/03/2006. Normalmente, e como relata a notícia, os «fundamentais» seriam os profissionais da Saúde, Justiça, Protecção Civil, Educação, etc. Mas o que, olhando à nossa idiossincrasia enquanto país, vai acontecer é a distribuição segundo a cunha. Assim, terão direito ao Tamiflu, os seguintes «fundamentais»:
No final, a pandemia vai revelar-se um autêntico flop, como foram a Febre Aftosa, a BSE ou a Pneumonia Atípica, que, segundo previsões 'nada alarmistas', iriam causar milhões de mortes, planos de evacuação de cidades e a mudança radical no nosso quotidiano. O mal destes episódios é que se vêm assemelhando à história do Pedro e do Lobo. E quando for realmente a sério, ninguém acudirá o Pedro. Carlos Malmoro |
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Carlos Malmoro
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23:12
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| Uma pessoa tem defeitos e virtudes. Como um copo que está a meio. Na paixão, olhas para o copo e dizes que está meio cheio de virtudes . No desprezo, olhas para o copo e dizes que está meio vazio de virtudes. No amor, vês as duas perspectivas serenamente. Carlos Malmoro PS: Ou também podes beber...(lá se foi o romantismo...) PPS: Todas as palavras foram retiradas do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Está bem assim, Pitucha? |
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Carlos Malmoro
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00:43
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Na cerimónia de posse de um novo Presidente, um homem que já foi presidente e foi candidato nas últimas edições, não se dignou a cumprimentar o Presidente empossado. Esse homem, dizia há cerca de dezoito meses, que o actual Presidente daria um excelente Presidente da República. Esse homem não aplaudiu o discurso do novo Presidente. Eu também não o faria: adormecia antes. Esse homem é apelidado de «Pai da Democracia», mas não teve a democracia necessária para cumprimentar o adversário/sucessor. Esse homem chama-se Mário Soares. É com resignação que coloco este nome num texto sobre um acto tão anti-democrático. E quando o «Pai da Democracia» não tem a democracia, nem o civismo, nem a educação suficientes para cumprimentar aquele que o povo democraticamente elegeu para Presidente da República, então é bom que não se exija aos filhos da democracia grandes veleidades democráticas, nem se sonhe com uma sociedade civilizada ou educada. Porque, como se costuma dizer, tal pai, tal filho. |
Carlos Malmoro
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Carlos Malmoro
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23:27
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- Não te telefonei, mas tenho pensado bastante em ti.
- E eu telefonei.te...Mas para dizer que não penso mais em ti.
Carlos Malmoro
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Carlos Malmoro
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19:30
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-Uma coisa que gosto de fazer é conduzir sem destino.
-E quando conduzes sem destino para onde vais?
-?!?
-Não te faças de ingénuo: temos sempre um destino.
Carlos Malmoro
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| Apostas: Realizador – falhei; Filme – ao lado; Actriz Secundária – água; Actor principal – tiro no porta-aviões. Mas falemos da água: a actriz Catherine Keener, nomeada para Óscar para Melhor Actriz Secundária (é a senhora que está na foto abaixo). Vi-a em «Queres ser John Malkovich?», «A Intérprete», «S1mOne» e neste «Capote». Em todos eles, mesmo quando o filme era mauzito, vi competência, vi sobriedade, vi excelência em actuações sempre em low-profile. Dá gosto ver e apreciar. Além disso, é uma mulher que não tendo uma beleza transcendental ou um corpo de deusa, é uma mulher misteriosamente bela. Que também dá gosto ver e apreciar. Quando lhe perguntaram porque não tinha papéis mais marcantes ou porque não concorria para castings de personagens mais destacados, respondeu, simplesmente, que não tinha nascido para ser estrela. É pena. Carlos Malmoro |
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| OLHOS:..........Normais CABELO:..........Normal PESO:..........Médio ALTURA:..........Média SINAIS PARTICULARES:..........Nenhum NÚMERO DE DEDOS DAS MÃOS:..........Dez NÚMERO DE DEDOS DOS PÉS:..........Dez INTELIGÊNCIA:..........Média Que esperavas? Garras? Incisivos enormes? Saliva Verde? Loucura? Leonard Cohen, Flores Para Hitler Carlos Malmoro |
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| «Contém Material Sexualmente Explícito». Foi esta a explicação que a NBC deu para não transmitir a canção Start Me Up dos Rolling Stones. A banda tocou dois temas durante o intervalo da final do Super Bowl. Curiosamente, transmitiram a canção «(I can’t get no) Satisfaction», do mesmo grupo. Chama-se a isto licenciosidade relativa. David Irving, o historiador negacionista do Holocausto, foi condenado por um tribunal austríaco a cumprir uma pena efectiva de prisão. Está mal. Se existem cartoonistas ridículos a quem defendo a sua licenciosidade, também não o poderia deixar de fazer para este «historiador» de estorietas. A licenciosidade tem de ser absoluta. Dicionário de sinónimos do Word para o verbo «fazer»: defecar, evacuar, obrar, conceber...E para o adjectivo «licencioso»: depravado, devasso, indecoroso, libidinoso, sensual,… A licenciosidade chegou à informática. Carlos Malmoro |
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Ao telemóvel, ele pergunta: - Gostas de mim? - P+*x_ enzzztz, não. GSM Service your call… Ele ainda está a matutar nas três hipóteses: 1) Será que ela disse, «Por enquanto, não»? Será que é um problema temporal? 2) Será que ela disse, «Por encanto, não»? Ou seja, não há amor à primeira vista, mas pode haver a possibilidade de uma relação construída. 3) Ou será que ela usou a velha táctica das mulheres do «pronto-amor-toma-lá-uma-festinha-para-preparar-o-sítio-antes-de-te-dar-uma-paulada», dizendo «Puro encanto, não.» Passados 20 segundos de profunda reflexão, em que pensou a sério em todas as hipóteses, e em que maldisse a mania das mulheres do não que significa sim e do não que significa não, telefonou a outra. Afinal, a resposta foi não. E há que ser homenzinho e reconhecer que uma tampa é sempre uma tampa. Carlos Malmoro |
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23:56
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Antigamente, fumar era um sinal de afirmação. Hoje, deixar de fumar é um sinal afirmação. O meu médico, sempre preocupado com a minha afirmação pessoal (e penso que com uma doença que o meu criador padece a que fico mais exposto por fumar, mas isso é o menos), disse que estava na altura de incrementar a minha auto-estima largando o vício. Depois do choque, analisemos. Historial: Começo a fumar cigarros roubados ao criador aos 9 anos. Vou fumá-los para a cave da casa com uma amiga. Um dia, além dos cigarros, fiz-lhe uma cama muito bonita na cave. Olhou-me terna e longamente, sorriu, passou a língua entre os lábios e sussurrou como um regato límpido estas palavras de veludo: «Carlos, vai à fava!». Adiante. Comecei a fumar «a sério» aos dezassete. A partir daí, e até aos vinte e quatro foi sem parar e em crescendo. No dia dezanove de Novembro de 1999, deixei de fumar. Sem reduções. De um dia para o outro, deu-me para isso. Durante quinze dias, perdi doze amigos e fiz dezoito novos inimigos. E nem foi necessário recorrer ao mau feitio intrínseco: a falta de nicotina realizou a proeza. Deve ser por isso que agora tenho um blogue: falta de amigos. Recomecei a fumar aos 26 anos. Porquê? Como é que dizia o Einstein? «Só conheço duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. E quanto ao Universo, não tenho a certeza.» Exacto, recomecei a fumar porque o Einstein não tinha a certeza se o Universo é infinito. Hoje, estou com 31 anos e 30 cigarros por dia. Possibilidades: 1) Continuar a fumar (é mau para a minha afirmação, segundo o meu médico); 2) Parar de fumar de um dia para o outro, como fiz no passado (esta opção levanta um problema: se perco mais amigos, fico sem contactos…a não ser que crie mais um blogue); 3) Reduzir, força de vontade e pensos de nicotina (não quero adoptar esta opção: sempre pensei que um problema se resolvia com uma solução e não com três. Isso dos sistemas é na matemática); 4) Picada na orelha (é uma escolha que dizem que resulta em mais de 90% dos casos. Porém, (tem de haver sempre um porém, um mas, um contudo, não é?...) é dispendiosa. Conclusões: Telefonar à menina que me mandou «à fava» a convidá-la para fumar um cigarro comigo. A meias, como nos bons velhos tempos. Carlos Malmoro |
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Munique não é um grande filme. É um bom filme.
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| «Só pra dizer que te amo, Nem sempre encontro o melhor termo, Nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema, A língua inglesa fica sempre bem E nunca atraiçoa ninguém.» Esta letra de Sérgio Godinho para a canção «Problema de Expressão» dos Clã, só erra num verso: onde está «E nunca atraiçoa ninguém», deveria estar, em meu entender, «E nunca apaixona ninguém» (ou «E não apaixona niguém»). Dizer «I love You» não provoca calafrios, mas dizer «Amo-te», aí sim, é necessária coragem e, mais importante, Amor. O primeiro termo é uma expressão; o segundo é uma declaração. Carlos Malmoro |
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20:58
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| N., enviou-me um mail com um pensamento e uma anedota. «O atraso do nosso país resulta de um problema agrícola: excesso de nabos e falta de tomates.» «Um homem chega a casa, vira-se para a mulher e diz: - Querida, recebi uma intimação das finanças a respeito do atraso da entrega da declaração do IRS! Achas que devo comparecer na repartição de jeans ou de fato e gravata? - Bem, querido... Digo-te a mesma coisa que a minha mãe me disse quando lhe perguntei se, na noite de núpcias, eu devia usar uma cuequinha de rendas ou uma cuequinha de seda! - E o que foi que a tua mãe te disse? - Tanto faz. Ele vai foder-te na mesma!» Deixo aqui o agradecimento ao N. Só falta descobrir qual dos textos é o pensamento e qual é a anedota... Carlos Malmoro |
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