Noites certas para certas canções
disarm you with a smile
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Pertenço a um género de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho. Opiário - Álvaro de Campos carlos.malmoro@gmail.com
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Labels: os anos oitenta
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How many lives are living strange?
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...que custa 43.000€.

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Labels: Sem impostos era menos de metade; Os alemães sabem fazer um carro Ponto
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Labels: Novembro, O melhor que por cá se vai fazendo, Solidão a Dois
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Labels: Estes bávaros estão loucos mas são boa gente, O que se aprende com um recepcionista de um hotel num dia chuvoso de Verão
Este post demorou tanto a fazer como você leva a lê-lo.
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PS: com um obrigado aos publicitários que fizeram o slogan para o novo BMW M3
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Labels: "You pretend it doesn't bother you but you just want explode"
A blogosfera vista pelo Herman. Quem escreve um texto deste calibre, ainda não está arrumado e merece, definitivamente, um post.
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É simples: estudar as matérias melhor que o adversário, apadrinhar algumas causas, respeitar Sócrates e em 2009 poderá haver uma surpresa. A pior coisa que um político pode fazer é subestimar o adversário. Mendes fê-lo e perdeu. Que sirva de lição a Menezes.
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Via Corta-Fitas
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Labels: *Acho que o país está doido
disto:
Qual seria o preço para Portugal?
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São oito da tarde, quando se chega finalmente a Covadonga com o sentimento de dever cumprido e de prazer anunciado. Algum cansaço que possa existir desvanece-se perante tal paisagem. Não vou chamar para aqui de novo os poetas para dirimirem sobre paisagens e estados de alma. Digo apenas que depois de dez horas de condução tão cansativas quanto deslumbrantes, uma fabada regada com sidra é a única paisagem que reconforta o estado da alma.
Carlos Malmoro
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Muito obrigado por ajudarem a torná-los mais compensadores.
Beijos.
Abraços.
Em 29/07/2007,
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Do saber e da vida:
«No final,
Só vamos conservar aquilo que amarmos
Só vamos amar aquilo que compreendermos
Só vamos compreender aquilo que nos ensinaram.»
Baba Dioum (Conservacionista Senegalês)
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Labels: Dedicatórias, Estranhas Leituras, O que é um "conservacionista"?
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Labels: Mesmo em dias chuvosos
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No entanto, os anos foram passando, a memória esmorecendo e a oportunidade adiada. Até que, recentemente, dois «eventos» culturais tiraram do sótão da memória a curiosidade esquecida: um filme e uma música. O filme chama-se, naturalmente, Munich, é de Steven Spielberg, e que, talvez por não mostrar grandes planos da cidade me fez imaginar como ela seria. Mas é à música que cabe grande parte da culpa de ter reavivado um sonho de infância: primeiro, porque surgiu antes do filme e, portanto, quem primeiramente reanimou a memória desse tal desejo; depois, porque gosto da banda e da forma como a interpreta, e estas afinidades podem sempre levar a fazer algo mais por uma canção do que simplesmente comprar o disco; finalmente, porque a canção tem dois versos e uma verdade que me fariam ir ao fim do mundo para conhecer o objecto de inspiração deles:
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Perdão, esse copinho de leite.
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O que me leva a terminar este arrazoado com uma pequena observação. Na caixa de comentários do post sobre a lista das minhas sete maravilhas favoritas, um leitor chamava-me à atenção para o facto de o Castelo de Neuschwanstein ser, digamos, pouco representativo para ser considerado uma delas. Permita-me que discorde. Entendo, aliás, que é aí que reside grande parte do meu interesse pela obra: não foi construído para representar nada, não tem nenhum significado escondido, não teve utilidade porque foi edificado, como diz a apresentação no site das sete maravilhas, numa época em que já não se utilizavam os castelos como meio de defesa de uma cidade. Foi feito apenas pelo sonho e imaginação de um homem alienado que quis erigir e deixar como legado algo que ele entendia como belo. E se a capacidade de conceber algo formalmente belo é exclusiva do ser humano, mais humana ainda é a capacidade de o apreciar. E isto também é válido para os mamarrachos.
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isto é publicidade da boa.
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Existe um centro sem trânsito e, à sua volta, existe ainda o centro mas já com trânsito. Depois existe um anel de habitações, escolas, comércio e equipamentos de lazer. As vias-férreas, as circulares que distribuem o trânsito e as entradas/saídas das auto-estradas formam um outro círculo. Finalmente, existe a cintura industrial e estamos de volta à paisagem de montanha, salpicada com pequenas aldeias.
Guimarães é um exemplo de ordenamento do território. Como acima descrevi, as várias componentes da cidade estão organizadas de modo correcto. E a organização de uma cidade influi em muito na qualidade de vida que oferece aos seus cidadãos. E Guimarães prova-o, sendo das cidades portuguesas com mais qualidade de vida. Porque, como é óbvio, não ter uma auto-estrada a atravessar uma zona residencial ou uma fábrica colada a uma escola faz diferença.
Estas observações não foram feitas por nenhum entendido em matéria paisagística. Não o sou. Mas basta subir à Penha – de carro, para os adictos do conforto como eu; a pé ou de bicicleta, para os indefectíveis da Natureza; ou de teleférico, para os aventureiros – mas basta subir à Penha, dizia, para se confirmar, com uma simples olhadela à cidade, que ela prima em se mostrar muito organizada. Se em Guimarães nasceu Portugal, era bom que em Portugal começassem a nascer mais cidades como Guimarães: arrumadas.
Para finalizar, quero esclarecer que não falei na importância cultural do seu centro ou na relevância histórica do seu Castelo por uma razão muito simples: dissertar sobre um Património Cultural da Humanidade ou sobre o Berço de uma Nação não é matéria que se possa explanar num único post. Ficam, por isso, as fotos.
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