25 outubro 2006
24 outubro 2006
Atrasadas Felicitações
Parabéns ao blogue que tem no leme uma grande milher.
Carlos Malmoro
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21 outubro 2006
Non Sense Bar
Carlos Malmoro
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19 outubro 2006
Nota Informativa
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18 outubro 2006
Comunicado da Gerência
Carlos Malmoro
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17 outubro 2006
Perspectiva (um pouco altiva)
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16 outubro 2006
Prémio
Carlos Malmoro
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13 outubro 2006
Burocracia Poética
Carlos Malmoro
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12 outubro 2006
Ponto da Situação
They think they know who I am...
Carlos Malmoro
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10 outubro 2006
09 outubro 2006
Há que assumi-lo com frontalidade:
Carlos Malmoro
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06 outubro 2006
Inspiração da Grelha da TVI
«Tenho um caderninho na casa de banho para apontar ideias.»
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Um contra Todos
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Quando eu pensava que uma
1) MAIS LEITORES:
«Quando a rubrica «Gosto Não Gosto» começou no DNA, houve logo leitores que se apressaram a tomar conta da ideia e transformaram as suas opiniões sobre este suplemento em listas de amores e desamores. Gostámos da «apropriação» e publicámos quase todas que nos chegaram. Depois a secção entrou na rotina do costume, e deixaram de chegar esses manifestos que nos fazem pensar e nos obrigam tantas vezes a mudar. Agora, repentinamente, eis de volta à caixa do correio cartas sob a forma de «Gosto Não Gosto». O editor dispensa a sua carta para mais uma destas formas de estar connosco, mesmo quando se critica e lamenta…Aí está, então, o que vai na alma de Carlos (…), de Ponte de Lima:»
«Gosto da escrita directa (Palavras a Cores) e mágica (As Sombras da Liberdade) da Sónia Morais Santos. Onde estão as Palavras a Cores? Não sei do que se pode não gostar na escrita de SMS. Gosto dos Editoriais melancólicos e chuvosos, que pedem «Murder Ballads», de Pedro Rolo Duarte. Não gosto que PRD se atormente com políticos e políticas – se eles dizem que «a guerra é importante demais para ser deixada nas mãos de militares», então a cultura é demasiadamente vital para ser discutida com e por políticos. Ou seja, por quem faz realmente a guerra. Não gosto nem desgosto dos textos da Camila Coelho por não terem gosto. Gosto das críticas de P. Mexia à «Novíssima» poesia. Não gosto que o PM tenha feito a crítica, no DNA, a um livro de José Mário Silva, por este último ser Editor-Adjunto do DNA, nem gosto quando o PM se perde – e perde-nos – em efabulações conceptualistas, e tem de escrever entre parêntesis se o que está a afirmar é um elogio ou uma crítica ao livro. Gosto do humor nas crónicas de Miguel Esteves Cardoso e de Carlos Quevedo, que escondem aquilo de que não gosto nas suas crónicas: amargura azeda e generalizações simplistas. Gosto das histórias de escritores de Nelson de Matos. Não gosto da litania «Coitadinhos Dos Editores Que Não Recebem Subsídios» de Nelson de Matos. Gosto dos textos de Eduardo Barroso que falam de homens que salvam homens. Não gosto de textos políticos no «Sem Receita». Gosto do ritmo dos textos de José Mário Silva. Não gosto de certos textos de JMS que mostram a insuportável arrogância de uma pretensa superioridade intelectual. Já vos disse que gosto da escrita adulta da Sónia Morais Santos, mas é só para o texto ter estrutura circular. Gosto do gosto do DNA.»
Dito isto e para terminar, lembro aqueles dois versos de T.S. Elliot que diziam que o fim do mundo não chegará num big-bang mas num moroso e contínuo desvanecimento (cito de cor). Também em Portugal assim o é: isto não acabará num qualquer sobressalto. Antes num agonizar lento e entediante da vontade de lutar por um país melhor. Basta olhar para as escolhas que temos ao nosso dispor em vinte de Fevereiro.»
Carta publicada na Grande Reportagem, há aproximadamente três anos
Sem qualquer juízo de valor para com a necessidade e legitimidade que levou – e leva – uns e outros a tomarem tal opção de vida, é assaz preocupante que numa sociedade tecnológica, do conhecimento científico e da informação, e num país que padece de tantas carências a estes níveis, os melhores cientistas, investigadores e académicos tenham de procurar oportunidades no estrangeiro. Por que razão não o conseguem em Portugal?
Mas temos de compreender quem toma esta decisão, quase sempre com bastante sofrimento a nível pessoal e familiar. Se nos anos 60 e 70 fugia-se da miséria e da fome, hoje, quem emigra, procura evitar a estagnação das suas carreiras, uma vez que as universidades e centros tecnológicos portugueses não conseguem, nem de perto nem de longe, competir com os meios dos congéneres franceses, britânicos ou norte-americanos. (Em tempo: no OE para 2004, as verbas para Ciência e Tecnologia diminuem 3,8%.Para quem prometeu um forte investimento em ID&T, estamos conversados…)
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Dos espelhos
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Pensamento do Dia
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29 setembro 2006
Canção
Silfos ou gnomos tocam?...
Roçam nos pinheirais
Sombras e bafos leves
De ritmos musicais.
Ondulam como em voltas
De estradas não sei onde
Ou como alguém que entre árvores
Ora se mostra ora se esconde.
Forma longínqua e incerta
Do que eu nunca terei...
Mal ouço e quase choro.
Por que choro não sei.
Tão ténue melodia
Que mal sei se ela existe
Ou se é só o crepúsculo,
Os pinhais e eu estar triste.
Mas cessa, como uma brisa
Esquece a forma aos seus ais;
E agora não há mais música
Do que a dos pinheirais.
Fernando Pessoa
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21 setembro 2006
À Vossa Consideração
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Menos dez por cento
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Dia Mundial da Doença de Alzheimer
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Confissão
Carlos Malmoro
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19 setembro 2006
Ir para velho
Carlos Malmoro
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A verdadeira tese
No início existia o Criacionismo que advogava que Deus era o criador do mundo. Depois foi a vez do Evolucionismo, defendido por Darwin no seu tratado «A Evolução das Espécies», um título que só por si já diz tudo, tal e qual o «Snakes on a Plane». Muito se escreveu, debateu e lutou pela apologia quer de uma quer de outra tese. Há porém uma outra teoria, muito pouco divulgada, e pela qual eu desde já me constituo como fiel adepto e defensor: o Simismo, aclarado por Clarice Lispector nessa esplêndida abertura do romance que dá pelo nome de «A Hora da Estrela»:
«Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. (...)»
Carlos Malmoro
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18 setembro 2006
Computadores, esses bicharocos estranhos
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Gosto de prosas
Esta do politicamente correcto é a forma politicamente correcta de os medrosos viverem de cócoras gritando para o mundo que estão de pé, nos bicos, mesmo e ai de quem se atrever a dizer que o rei vai nu
absolutas, sem margens para grandes comentários, apenas deixando espaço para uma leve vénia.
Carlos Malmoro
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17 setembro 2006
Da fama e do proveito
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15 setembro 2006
Por aqui

o que se ouve:

Susanna & the Magical Orchestra (podem ouvir aí ao lado carregando duas vezes no play)
O que se vê:

O que se pretende ler:

O que se pretende ouvir:

Banda Sonora do Documentário I'm Your Man
O que se pretende ver:
O que se pretende escrever:

Carlos Malmoro
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14 setembro 2006
Modos de Vida (ix)
Carlos Malmoro
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13 setembro 2006
Decorar
Sempre tive muita dificuldade em decorar. Ou os saberes me eram explicados, ou então, primeiro que entrassem nesta cabeça dura, era necessário que a mesma fosse cirurgicamente «aberta» e despejados para dentro os seus conteúdos. Assim, foi-me mais simples perceber que dois mais dois eram quatro, quando me foi demonstrado que duas laranjas mais duas laranjas são quatro laranjas. Ainda se tornou mais simples quando descobri, através de equações, que quatro menos dois resultava em dois.
Porém, se é relativamente fácil em ciências exactas haver uma demonstração, já nas línguas a coisa pia mais fino. Existem regras e, depois, cada regra tinha a sua excepção. Ora eu, com notas globalmente boas nas línguas, tentava fugir das excepções como o diabo da cruz (isto hoje está muito religioso). É que essas tinham de ser decoradas. Porque eram essas, invariavelmente, que surgiam nos exames. Dito de forma a perceberem a injustiça: as regras aplicavam-se em milhares de situações, as excepções em duas ou três, mas essas é que, para aqueles masoquistas, eram imprescindíveis aos alunos dominar.
Assim, e sem outras possibilidades de recurso, comecei por analisar o porquê de apenas a letra «p» e «b» serem antecedidas da letra «m», enquanto as restantes consoantes da letra «n». Cheguei a esta fantástica conclusão: ao dizer as letras «p», «b» e «m» os lábios tocam um no outro. Em nenhuma outra letra isso acontece. Eu sei que isso deve ter um nome em fonética. Não sei qual é, mas também não me importa saber: é que tenho a certeza que teria de o decorar.
Outra situação: por que razão estas formas verbais se escrevem de forma diferente: «decorasse» e «decora-se». Porque são dois tempos distintos do verbo «decorar».Até aí j´´a eu descobrira. Mas o que me ‘atormentava’ era saber quando tinha de escrever uma ou outra. Mais um esquema - malandro, diga-se em abono da verdade - encontrado: colocava a frase no negativo: «não decorasse» e «não se decora». Assim que o «se» saltava para trás do verbo, já sabia que a forma correcta de o escrever era «com tracinho».
Um último exemplo: os acentos. Era prática usual nos testes de português colocar vinte palavras, daquelas que nunca eu tinha ouvido na vida, e pedir «Coloque, de forma correcta, os acentos nas palavras.» Para esse caso, desenvolvi um sistema que me punha muitas vezes a fazer uma figura um pouco ridícula, mesmo de urso, nos dias de teste. Consistia em «chamar a palavra». Assim, e imaginando que a palavra a acentuar era «hermeneutica», e não pensem que a dificuldade do exemplo anda muito longe do que era exigido, dizia para mim mesmo, e como se estivesse a chamar alguém que tivesse o azar dos pais lhe terem dado esse nome «ó hermenêutica». A sílaba que se chama com mais força, é a sílaba a acentuar. Muito rebuscado, mas eficaz.
O mais importante destes esquemas não era, na altura, a sua eficácia comprovada pelas notas. Era conseguir menos marranço e principalmente menos decoranço. E isso resultava em mais tempo a fazer coisas realmente úteis: levantar saias a meninas, jogar ao bem me quer mal me quer, à bola e, para terminar com uma palavra que acabando em «s» não é plural, uma excepção que não foi necessário decorar, jogar ao guelas.
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E um novo Homem nasceu
Neste momento, não sou ninguém. Assim dita o prazo de validade do Bilhete de Identidade. Não pertenço a nenhum país, não nasci em nenhuma cidade, não tenho nome, altura ou idade. Não tenho pais, residência, estado civil ou assinatura. Melhor de tudo: não tenho número identificativo. Sou, portanto, um selvagem. E não é que estou a gostar?
Carlos Malmoro
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Um retrato possível de Portugal
Há um mês fechou a maternidade de Barcelos. Há um ano foi inaugurado um novo estádio do Gil Vicente, comparticipado em 35% por dinheiros públicos. Se ambos dão prejuízo, penso que seria de bom senso manter aquela valência que garantia uma saúde pública de proximidade. Assim não decidiram as pessoas inteligentes. Concedo que se possa chamar ao raciocínio acima descrito de maniqueísta, no limite, de intelectualmente desonesto. A quem tenha veleidades de o fazer, desde já o convido a visitar as infra-estruturas desportivas destinadas ao desporto escolar, onde reina a ferrugem, onde as balizas ainda não foram fixadas ao chão, tornando-as em potenciais assassinas (recordam-se?), e onde os pavilhões multi-usos carecem de tanta atenção como o ego do Presidente do Gil Vicente. Carlos Malmoro |
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02 setembro 2006
Pastar II
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01 setembro 2006
Pastar
Abrimos essa miragem e, na página quatro dedicada ao correio dos leitores, a Sandra, em boa hora, dá-nos a saber que o grupo «Aztros» já lançou o seu segundo álbum, que se intitula “Raios de Tempestade». A reter.
Por outro lado, a Rita indigna-se porque a TVI continua com o programa «Fiel ou Infiel». Segundo ela, o programa não tem qualidade. Ritinha, deixa-me dizer-te uma coisa: a mira técnica da TVI tem mais qualidade do que todos os seus programas juntos. Sim, “Morangos” incluídos.
Finalmente, a Carta do Mês, de um conterrâneo homónimo, ganhou um livro e passo-a a transcrever na íntegra (pode ser penoso ler a carta em toda a sua extensão, mas desde cedo aprendi que uma obra-prima não deve ser sintetizada).
«Furacão em Palco – Assistir a um espectáculo da Adelaide Ferreira é ter a confirmação daquilo que é escrito a seu respeito: é um tornado. – Carlos Sousa – Ponte de Lima.»
A secção «História de Capa» desvenda-nos que a Beatriz vai ser assassinada. Duas perguntas: então sabe-se e ninguém faz nada?; Beatriz, como é que se sente sabendo que não tem mais do que sete dias de vida? (esta última com o alto patrocínio da escola de jornalismo TVI).
Finalmente, o momento mais alto da revista. Aquele que tornou este momento no mais frutífero «pastar» que eu alguma vez realizei. Não, não foi Deus quem a descobriu. E não, não foi nenhum filósofo que a alcançou. E não, também não foi nenhum historiador, vidente, cientista ou alienígena que a deslindou. Pois acabo de saber que quem descobriu a Verdade foi a Isilda. Zizi, para os amigos.
Carlos Malmoro
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Arquétipo
É uma maçada.
Sem dúvida, minha senhora: uma chatice.
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24 agosto 2006
Grass (ii)
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Tudo o que importa saber
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Procura-se
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22 agosto 2006
Como Iniciar uma História
Pensava eu que isto era alguma novidade e uma forma eficiente de conseguir que as crianças, logo às primeiras palavras, desligassem da realidade e a imaginação entrasse imediatamente em velocidade cruzeiro. Mas aconteceu que quem entrou em velocidade cruzeiro foi a minha memória que foi buscar as raízes – e o plágio descarado, diga-se em verdade – desta expressão.
Há duas décadas atrás, mais ano menos ano, passava uma série televisiva de contos nórdicos que iniciava, invariavelmente, com essa enunciação. Eram episódios de cerca de vinte minutos, em que uma narradora portuguesa contava a história, que se desenrolava no ecrã, sem qualquer tipo de diálogos, e sem a portuguesíssima moral da história no fim de cada conto.
Talvez por esta ausência de moral da história, do aspecto das personagens (todas louras, olho claro, de metro e oitenta para cima), por mulheres esculpidas por deus montarem cavalos belíssimos, em bosques verdejantes trespassados por finos fios de sol, com riachos feitos de prata e de imaginação que eu apreciava mais essas histórias do que as da tradição portuguesa ou as da Disney.
Bem (retornando ao ponto que nos trouxe aqui), no final da história, os miúdos disseram que gostaram muito do conto. Cinco minutos passados, estavam de novo a correr à volta da mesa, a saírem para o jardim, a fazer o diabo a sete, até que começou mais um episódio de Floribella. Aí sim, os pais puderam ter dois dedos de conversa comigo em condições civilizadas.
Moral da história: um conto infantil já não prende a atenção das crianças, nem as sossega mais do que cinco minutos. Isso foi há muito, muito tempo, numa terra muito, muito distante.
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18 agosto 2006
Modos de Vida (viii)
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Raízes
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O que falta
Um perfume com aroma a terra molhada.
Carlos Malmoro
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12 agosto 2006
Obikwelu (2)
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Obikwelu (1)
Carlos Malmoro
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Uma grande,
grande letra:
Fosse ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Não te enganarias, não te enganarias
Não te enganarias, não!
Fosse ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Feitiço, transe, viagem, alucinação
Bandoleiro
Ney Matogrosso
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08 agosto 2006
À Nova Geração de
Para além do palminho de cara que sei de fonte segura que V/Ex.as têm, e que, embora não acreditem, não interessa muito neste assunto, é preciso ser dono de um vozeirão como o deste senhor, mas num estilo diferente. Caso contrário, perde-se essa coisa estranha para vós que dá pelo nome de originalidade.
Depois, é preciso que as letras não se esgotem em lugares comuns, e que tenham tiradas de génio.
Exemplificando:
O we will know, won't we?
The stars will explode in the sky
O but they don't, do they?
Stars have their moment and then they die
Ou seja, a letra de uma canção de amor será tanto melhor quanto mais se aproximar da majestade da Poesia. Sabendo a dificuladade que V/ Ex.as têm no Português, o melhor é mesmo pedir a alguém que faça o trabalhinho por vós. Mas certifiquem-se da qualidade da coisa. Não quero que comprem gato por lebre.
Têm também, e eu sei que já estou a pedir muito, de saber tocar e compor num instrumento. De preferência, piano ou guitarra. Agora, têm de coordenar tudo por forma a atingir uma coisa infinitamente parecida com uma genial canção de amor. Que exemplifico:
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Quando a mais genial
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06 agosto 2006
Hiroshima
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03 agosto 2006
Modos de Vida (vii)
Vivia em modo de leitura, bloqueado para edição.
Carlos Malmoro
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Acerca da hospitalização
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02 agosto 2006
Modos de vida (vi)
Carlos Malmoro
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29 julho 2006
Caixa Pandora - Três anos
Já escrevi coisas banais e sérias. Já escrevi sobre o tudo e sobre o nada. Já escrevi em prosa, em poesia e em prosa poética. Já escrevi pelo simples prazer de escrever e pelo dever enquanto cidadão. Já escrevi sobre o acto da escrita. Já escrevi calmo, irritado, sonolento, com vontade e sem vontade nenhuma. Já escrevi sobre a sociedade, a cultura, a política, o desporto, sobre a minha pessoa. Já escrevi sobre a paixão, a amizade, a sexualidade e o amor. Já escrevi sobre amigos, colegas, sobre mulheres, sobre pessoas comuns e sobre bloggers.
Já escrevi sobre a guerra, as negociações para a paz e sobre a paz. Já escrevi sobre Portugal, sobre a Europa e sobre o Mundo. Já escrevi sobre o aborto, sobre a religião, sobre a educação e a saúde, sobre a sinistralidade rodoviária e sobre a justiça. Já escrevi sobre a direita, a esquerda e o centro, sobre a vacuidade e a importância da política. Já escrevi sobre a economia, sobre o défice, e sobre a má distribuição da riqueza.
Já escrevi sobre música, músicos e concertos, sobre livros, escritores e congressos literários. Já escrevi sobre pinturas, sobre pintores e exposições, e já escrevi sobre cinema, actores, realizadores, Óscares e sobre as cinematográficas pipocas. Já escrevi sobre viagens, lugares, museus, arquitectura. Já «escrevi» utilizando apenas obras-primas de pintores, de fotógrafos, e outras imagens que povoam o meu universo. E também já «escrevi» utilizando a imagem em movimento e o som dos meus favoritos.
Hoje, passados que estão três anos sobre o começo, escrevo o primeiro post de comemoração de um aniversário do Caixa Pandora. O terceiro. Espero continuar por outros tantos. A razão pela qual vale a pena continuar é a de saber que está ainda tudo por dizer, tudo por escrever e tudo por viver.
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28 julho 2006
O Caminho
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Semi-Divindades em Linha Recta
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
(...)
Álvaro de Campos - Poema em Linha Recta
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27 julho 2006
Stop
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26 julho 2006
25 julho 2006
Pais-Natal de
Carlos Malmoro
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Porque temos todos de contribuir
Carlos Malmoro
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24 julho 2006
A tirar pela amostra, vou ser um pai conservador
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23 julho 2006
A Nossa Guerra Civil
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O que realmente se passa (ii)
...no Médio Oriente:
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O que realmente se passa
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Modos de vida (v)
Carlos Malmoro
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22 julho 2006
A piada da semana
Carlos Malmoro
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Modos de Vida (iv)
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A quem de direito II
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21 julho 2006
A quem de direito
Hoje, Sepultura; amanhã, D. Giovanni. Aceitas?
Carlos Malmoro
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20 julho 2006
Dos papéis esquecidos

Carlos Malmoro
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19 julho 2006
Inquietações Permanentes
Carlos Malmoro
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17 julho 2006
Baby Blogs
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.
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Bom, Eficaz e Barato

Carlos Malmoro
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Aquisições Para a Próxima Temporada
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15 julho 2006
Para o N. e para o R.
e acabámos a ouvir a banda que religiosmaente nos levou lá, Metallica, a tocar 'Creeping Death'
Hoje ouvimos Danças Ocultas, Nocturnos de Chopin, Nick Cave, Leonard Cohen, MPB, Jazz, Clássica, e tantas outros grupos/estilos que parecem não casar com o universo musical destas duas bandas. Mas, no meio destes nossos gostos actuais, existe sempre espaço para colocar um CD com aquele frenesim, aquela totalidade, aquele grandiosidade que representa sempre uma música de Metal. Ou seja, entre Leonard Cohen e Erik Satie, existe sempre lugar a uma boa malha de Sepultura ou Metallica. Por duas simples razões: porque foram estas bandas que nos educaram musicalmente e porque a música é sempre a melhor forma, senão a única, de recordar a juventude.
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Vi um pouco de
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14 julho 2006
Porque há dias melhores que outros
Where do I take this pain of mine?
I run, but it stays right by my side
So tear me open, pour me out
There's things inside that scream and shout
And the pain still hates me
So hold me until it sleeps
Just like the curse, just like the stray
You feed it once and now it stays
Now it stays
(...)
So tell me why you've chosen me
Don't want your grip,
don't want your greed
Don't want it
I'll tear me open, make you gone
No more can you hurt anyone
And the fear still shakes me
So hold me until it sleeps
(...)
James Hetfield - Metallica - Until It Sleeps
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Código Postal
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Modos de Vida (iii)
A vida dele, de tão des-interessante, dava um blogue.
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13 julho 2006
Auto-Elogio na Terceira Pessoa
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Modos de Vida (ii)
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10 julho 2006
Modos de vida (i)
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Brilharetes
No meu primeiro texto de inglês, a professora pediu-me uma composição em que dissesse três coisas que gostaria de ser «quando fosse grande».As minhas respostas foram:
I pretend to be a guitar player;
I pretend to be a football player;
I pretend to be a computer engineer.
Na altura, eu pensava que «pretend» significava «pretendo», – o menino Carlitos já sabia que toda a turma ia responder «Eu quero…», e ele fazia questão em sair-se com uns brilharetes. Ora, como muito bem sabemos, «To Pretend» significa «Fingir». A professora deu-me um 10, pela composição estar bem escrita, mas que não me podia dar mais nota por causa desse lapso.
Hoje, se a encontrasse, pedia revisão de nota: é que, para mal de quem já me ouviu a tocar guitarra, de quem já me viu jogar futebol ou de quem já colocou os respectivos computadores nas minhas mãos, eu já fui/fingi ser tudo aquilo que escrevi.
Carlos Malmoro
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Perspectivas L
«- Que inscrição quer que coloque na sua sepultura?
- Por favor, não pise a relva.»
In Livro do Humor Negro
Carlos Malmoro
PS: Cinquenta post's depois, terminaram as Perspectivas. Começam os «Modos de Vida». Que também são perspectivas, mas mais perenes.
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Perspectivas IL
Há cada vez mais romances a assemelharem-se a extensas notícias de jornal.
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09 julho 2006
Uma questão de perspectiva

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Eu sempre soube

My blog is worth $0.00.
How much is your blog worth?
É que o gozo que me dá fazê-lo, a simpatia das pessoas que o visitam e a atenção daqueles que deixam nele qualquer coisita escrito não tem preço.
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Gosto de (ii)
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A Feira do Livro
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No cantante, a rodar,
There's just today
No tomorrow.
Yesterday is gone
There's just today
No more.
Da da da da da
Da da da da da
Da da da da da.
Da da da da da
Da da da da
Da da.
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08 julho 2006
Todos acabamos por ir, mas não poderia ser de outra forma?
Hoje, acordei normalmente para mais um dia de trabalho. Passadas umas horas, na estrada, um estrondo atrás do meu carro, e o meu retrovisor a mostrar a morte sem sangue de mais um rapaz de 18 anos nas estradas de Portugal.
Num e noutro caso, a senhora revelou os traços principais do seu carácter: fria, brutal, inesperada, inumana, selvagem e, acima de tudo, estúpida, demasiadamente estúpida para a nossa exígua compreensão.
*Uma palavra para o INEM: foram rapidíssimos a chegar ao local, com um carro apetrechado com o melhor equipamento, com pessoal especializado e demonstrando um profissionalismo que, tratasse-se aquilo de um simulacro e não de uma trágica situação real, diria que deu gosto em ver trabalhar
Carlos Malmoro
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Insatisfação Humana
Eu sei e sinto que a família gosta de mim, e que me conforta e que está sempre presente. Eu sei e sinto que P. deseja-me, e que me leva onde nenhuma outra pessoa me consegue levar, e que me bebe as palavras e os sentidos. Eu sei e sinto que os meus amigos me compreendem na minha imperfeição, e que estão completamente disponíveis para aquele desabafo, e que me fazem rir com um simples olhar. Eu sei que sei e sinto tudo isto, e sei que tudo isto é o melhor que tenho na vida. Então, porquê esta vontade de mudar?
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06 julho 2006
Retrato de um falhado quando trintão
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Fair Play
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04 julho 2006
Perspectivas XLVIII
com um obrigado a N. pelo mail
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Portugal Contemporâneo II
Em segundos destrói-se o trabalho de meses e anos.
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03 julho 2006
Portugal Contemporâneo I
«Deixem ver o Portugal que não deixam ver!» (Álvaro de Campos)
Começa a faltar a paciência para tanto negativismo e bota-abaixo. Não penso que tenhamos um país exemplar, mas também é leviano afirmar que os portugueses são, na sua maioria, estereótipos de concorrentes de reality-shows, imagens reflectidas dos intervenientes em telenovelas ou protótipos de personagens contidas nos jornais tablóides, como teimam afirmar muitos cronistas da nossa praça, num massacre quotidiano à nossa auto-estima. Se assim fosse, que dizer dos holandeses que inventaram o conceito de reality-show – vulgo, tele-esgoto –, dos norte-americanos que são espectadores do Jerry Springer ou do Howard Stern?, dos ingleses que consomem diariamente três milhões e meio de exemplares do jornalismo de sarjeta do The Sun, enquanto os jornais de referência da Velha Albion raramente superam o milhão de cópias vendidas?
A maioria dos portugueses, por aquilo que deles conheço, apenas deseja viver os seus dias tranquilamente, amar a família e os amigos, realizar as tarefas do dia-a-dia, não perder a esperança, acreditar no sonho, …enfim, viver uma vida com horizontes abertos. Sei que também existem os outros. Porém, penso ser de uma injustiça gritante meter tudo no mesmo saco.
Sonho com o dia em que os cronistas da nossa praça, quando deduzem que algum português famoso actuou de forma menos correcta, não generalizem imediatamente ao resto da população. E muito menos com as já gastas expressões "chapa cinco": «é o típico português», «é o país que temos» ou «é isto que somos». Mas sei que os caracteres disponibilizados pelas redacções são sempre escassos e, convenhamos, no país da 'apagada e vil tristeza' dizer mal ocupa sempre menos espaço do que dizer bem: recorre-se ao Eça ou à supramencionada citação de Camões e está feita a defesa do arrazoado.
Carlos Malmoro
PS: Este post de índole positiva não está em nada relacionado com quaisquer veleidades da equipa portuguesa no Mundial - já estava em «rascunho» há três semanas.
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Descubra novamente o prazer
...de navegar na web. Dizem eles. Descubra novos problemas em navegar na web. Digo eu.
Foto retirada daqui. Um outro queixoso.
Carlos Malmoro
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01 julho 2006
Portugal visto de fora IV
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